Clipe da Fórmula Truck em Brasília - Última etapa com a vitória de Geraldo Piquet e que deu o título á Felipe Giaffone
6 horas de Brasília de Kart - 2007, com a presença de Vítor Meira (Indy) e Nelsinho Piquet(F-1)
Rafael Lucena Kart
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
domingo, 21 de outubro de 2007
Comentários do GP do Brasil
Kimi Raikkonen venceu o GP do Brasil e o improvável aconteceu: ele é o campeão da temporada 2007 da F-1. Mas no meu ponto de vista, Kimi não conquistou o campeonato, foi Hamilton quem perdeu. Lamentável a inexperiência do piloto inglês que entregou toda a regularidade da temporada nas etapas da China e aqui do Brasil.Como já era de se esperar, a Ferrari dominou a corrida e Felipe Massa mostrou que era o virtual vencedor. Seria a segunda vitória seguida dele no Brasil. Mas como o finlandês Kimi Raikkonen com a vitória conquistaria o campeonato, nada mais justo do que o time italiano fazer uma bela jogada de equipe e colocar o “homem de gelo” na primeira colocação. Lewis Hamilton, que largara da segunda colocação, logo na primeira volta, depois de perder posições para Kimi e Alonso, deixou o carro escapar e perdeu algumas posições. Na minha opinião, ele arriscou demais e não precisava disso. O tiro de misericórdia veio na décima volta quando o inglês enfrentou um problema eletrônico, que travou o sistema de câmbio do seu McLaren. Por pouco ele não deixa o carro morrer, e aí seria fim de prova e adeus ao campeonato. Ao cair para última colocação, Hamilton voltou a prova e tentou até o final conquistar as posições que o devolveriam ao título; não conseguiu!
Alonso, que com os problemas de Hamilton viu renascer suas esperanças quanto ao tricampeonato, esbarrou no motor sem rendimento do seu carro. Mesmo assim o espanhol chegou em terceiro na prova e no campeonato. Ele deve está se lamentando ainda pelo acidente no Japão, que o fez trocar o motor para a etapa da China, e que teria, pelo regulamento, usá-lo também aqui no Brasil. É válido ressaltar esse detalhe, porque só isto explica os mais de 40s que o espanhol chegou atrás do segundo colocado, o brasileiro Felipe Massa. Mas com certeza, diante de toda a confusão que Alonso arrumou com a equipe McLaren neste ano, ele deve de alguma forma se sentir aliviado por seu companheiro Hamilton não ter vencido o campeonato. Acho muito difícil Alonso permanecer na McLaren para a temporada do ano que vem!
No mais, a prova não teve tantas surpresas. Historicamente, as corridas em Interlagos sempre foram movimentadas. A pista, que é seletiva, alterna muitas curvas de alta e baixa velocidade, o que explicam as tantas ultrapassagens e toques que vimos durante a prova.
Lamentável Honda! Rubinho e Button abandonaram com problemas no motor.
Vimos em Interlagos também um momento Albers (Lembram do GP da França deste ano, quando o holandês, então da Spyker, saiu dos boxes com a bomba de combustível?) do piloto Kazuki Nakajima, da Williams, que atropelou dois mecânicos de sua equipe, ao errar a velocidade de entrada no seu pit stop. Acho que com isso, esta vaga no time de Frank Williams, continua em aberto para a próxima temporada. Wurz, que deixou a equipe na última etapa na China, já anunciou que não volta mais a F-1. E Nakajima, depois desse papelão, deve continuar na GP-2 em 2008.
É isso amigos! Infelizmente a temporada 2007 de F-1 terminou. Mas com certeza foi um aperitivo do que será a categoria mais importante do automobilismo mundial pós-Schumacher. Afirmo, desde já, que ano que vem o Felipe Massa é o favorito ao título, porque a Ferrari tem uma dívida com ele, e não deve errar tanto como errou neste ano. Ao mesmo tempo, acho que teremos outro brasileiro também fazendo bonito em 2008. Bom para os brasilienses, porque teremos sim Nelsinho Piquet na F-1!
sábado, 20 de outubro de 2007
Massa, Felipe! – Comentários do Treino Oficial
Nada melhor do que ter um brasileiro largando na frente em um GP em casa. Felipe mostrou que além do carinho da Ferrari, que renovou o seu contrato por mais 3 anos, tem também a simpatia do povo brasileiro que, com certeza, incentivou o piloto a conquistar mais uma pole position no seu país natal. Além disso, Massa se iguala a Hamilton; os dois são os pilotos que mais largaram na frente nesta temporada ( 6 vezes cada um). Com a pole em Interlagos, Felipe agora soma 8 melhores colocações no grid contra 7 do seu companheiro de equipe, o finlandês Kimi Raikkonen.Quanto à briga pelo título, com os resultados do treino desta tarde de sábado, com certeza o favorito é o inglês Lewis Hamilton. Afinal de contas, ele é o líder do campeonato e larga amanhã da segunda posição. Fernando Alonso, o companheiro de equipe de Hamilton, e vice-líder do campeonato, larga apenas na quarta posição. Considerando esse contexto, talvez o argumento de que o grande adversário de Hamilton na prova venha ser o Fernando Alonso, fica meio que minimizada. No meu ponto vista, depois do treino de hoje, a maior adversidade que o piloto inglês pode enfrentar na prova amanhã está na segunda fila, mas não é o espanhol Alonso. Refiro-me ao finlandês Kimi Raikkonen, que larga em terceiro. E resumo este comentário da seguinte forma: Kimi é o franco atirador entre os 3 que brigam pelo título. Ao mesmo tempo, Raikkonen precisa de um bom resultado para ter chances, ainda dependendo das posições de chegadas dos seus adversários, para conquistar o campeonato. E apesar da Ferrari já ter declarado que apoiará o finlandês, ele deve estar mordido pela preferência, principalmente esta semana, que o brasileiro Felipe Massa tem recebido da escuderia italiana. Portanto, se algo acontecer com Hamilton durante a prova, com grandes chances que aconteça nas 2 primeiras voltas, isso virá do confronto não com Alonso, mas sim com Kimi Raikkonen. Tomara que o inglês tenha calma e que o erro no último GP, na China, tenha lhe ensinado que o importante nesta parte final de campeonato é apenas o resultado que lhe deixe campeão do mundo!
Fernando Alonso, que não demonstrou nem na sexta e nem neste sábado algum favoritismo, é o piloto que mais me preocupa entre os que brigam pelo título aqui no Brasil. Digo isto, porque a forma com que o espanhol vem se comportando nestes dias finais da temporada 2007 é muito estranha. Fato que o espanhol é o único entre os pilotos que desembarcaram no Brasil que corre com um motor antigo; é o mesmo que disputou a prova da China. Portanto, é um motor que não é melhor do que o do seu companheiro de equipe e nem melhor do que os dos carros da Ferrari. Por outro lado, ter um motor mais veloz durante a prova, não vai fazer muita diferença, o importante é que ele tenha rendimento e que dure. E ao considerar um regime de motor constante, talvez o Alonso tenha feito a opção por poupar o seu equipamento para a prova. Será que isso explica o fato do espanhol ter dado apenas uma volta no primeiro treino livre na sexta-feira? Ele afirmou que não andou mais porque aquele treino foi disputado com chuva, e que segundo ele as chances daquele tempo se repetir no domingo eram mínimas. A verdade é que a experiência fala mais alto, e Alonso pode sim aprontar algo na prova que será disputada amanhã a partir das 2 da tarde, com transmissão ao vivo da Rede Globo.
Surpresa no treino deste sábado, sem dúvida, foi o belo resultado do brasileiro Rubens Barrichello, que colocou seu Honda na décima primeira posição. Tudo indica que amanhã possa a ser a melhor prova do brasileiro nesta temporada, e que ele tem grandes chances de marcar o seu primeiro pontinho no ano. Hoje, por muito pouco, Barrichello não entrou no Top 10. O responsável por tirar o brasileiro da parte final do treino foi o italiano Jarno Trulli, da Toyota, que larga amanhã em oitavo, mas como de praxe deve perder logo na primeira volta algo em torno de 3 ou 4 posições. É nisso que Barrichello pode se beneficiar. Ele conhece os atalhos de Interlagos, e largando da parte limpa da pista, o brasileiro pode sonhar sim com um bom resultado na última etapa da temporada 2007 do mundial de F-1.
Outro ponto a se destacar do treino oficial deste sábado, é a confirmação do crescimento da equipe Red Bull. Seus pilotos mais uma vez entraram no Top 10, e podem amanhã desbancar a Williams da quinta colocação do mundial de construtores. O australiano Mark Webber larga em quinto lugar, e o escocês David Coulthard parte da nona colocação. Este bom rendimento da equipe deve-se principalmente ao trabalho do projetista Adrian Newey, ex-McLaren, que migrou no início desta temporada para a Red Bull.
Já que sou patriota, e temos um brasileiro largando na frente amanhã em um GP do Brasil muito especial, que decide pela terceira vez seguida o título da temporada, o meu palpite não pode ser outro do que uma vitória do Felipe Massa, que se confirmada, coloca o piloto da Ferrari entres os brasileiros que mais venceram a etapa tupiniquim. Senna, Fittipaldi e Piquet somam 2 vitórias. No atual circuito de Interlados, Massa igualaria as vitórias de Ayrton Senna da Silva. Quanto ao título, é difícil de se arriscar, mas eu acredito que a experiência fale mais alto, e o Alonso conquiste o seu tricampeonato. Gostaria mesmo de ver o Hamilton campeão! Mas até o Raikkonen pode sair do Brasil com o título. A verdade é que teremos muita emoção na prova deste domingo!
domingo, 7 de outubro de 2007
Comentários do GP da China de F-1

Kimi Raikkonen venceu o GP da China, mas o maior destaque da prova disputada na madrugada deste domingo, sem dúvida, foi abandono irresponsável do inglês Lewis Hamilton, que tinha tudo para sair de Xangai com o título da F-1. O bom de tudo, é que o campeonato será decidido aqui no Brasil no dia 21 deste mês.
A prova desde o início mostrou que seria emocionante. A tempestade prevista não veio, mas o tempo inconstante, com períodos curtos de chuva durante a corrida prejudicou e muito a estratégia dos pilotos. Felipe Massa, que largara em terceiro, e disputou uma bela briga com Alonso na largada, tinha tudo para fazer uma bela prova e quem sabe até ter conquistado a vitória. Infelizmente, o desgaste do pneu intermediário no seu Ferrari prejudicou o brasileiro, e mais do que isso, na primeira troca de pneus, caso Massa retornasse a pista novamente com o pneu intermediário, ele aproveitaria e muito o período de pista molhada no terço final da corrida; pena que ele voltou com os pneus para pista seca. É mais um erro da Ferrari na temporada. Mesmo assim, o brasileiro terminou a prova em terceiro. Por outro lado, lembrando os bons tempos de Ross Brawn que, aliás, não é a primeira vez que faço este comentário, mas o engenheiro do Kimi Raikkonen é um ótimo profissional. A parte do finlandês na equipe italiana tem se mostrado competente nas últimas provas e hoje mostrou também que sabe arriscar, já que Raikkonen dirigiu o final da prova no limite de combustível. Nesse sentido, um dos fatores que mais contribuíram para vitória do finlandês no GP da China foi sem dúvida a competência da equipe italiana. Apenas para atestar, acertei mais uma vez o palpite do final de semana na F-1. Ontem dizia que a vitória ficaria com a Ferrari e provavelmente com Raikkonen.
Antes de comentar sobre o Hamilton, vou argumentar o renascimento de Alonso no campeonato. O espanhol praticamente saiu da água para o vinho. Semana passada no Japão, um acidente tirou as chances do espanhol de encostar de vez no seu companheiro no campeonato. Alonso, inclusive, antes deste final de semana em Xangai, afirmou que só um milagre o colocaria novamente na briga pelo título. Ele deve ter rezado muito. Até o Brasil, o espanhol deve pagar muita promessa. Mas o segundo lugar do espanhol na prova desta madrugada mostra o que é a experiência na F-1. Durante todos os treinos, tanto na sexta quanto no sábado, o espanhol deixou público a insatisfação com seu McLaren, dando a entender até que o carro de Hamilton estaria melhor. E realmente parecia que estava. Mas é bom lembrar que o carro do espanhol não foi o mesmo das últimas provas, já que no acidente do Japão não deu para se aproveitar quase nada do equipamento. Mas considerando todo esse contexto de falta de rendimento, de desequilibro no carro, Alonso fez uma prova burocrática, como de fato um bicampeão do mundo nas circunstâncias do presente deveria fazer. Ele atacou na hora certa, aproveitou erros de outros pilotos e o abandono do Hamilton e conquistou um segundo lugar milagroso. Mais do que isso, o espanhol mostra à McLaren que mesmo diante de todas dificuldades de relacionamentos e intrigas, que ele vem para o Brasil para conquistar o tricampeonato e vai fazer de tudo para deixar transparente qualquer atitude da equipe inglesa que venha a beneficiar Lewis Hamilton. Ou seja, a McLaren terá aberta a sua central de relacionamentos não com o torcedor ou imprensa, mas com a sua conduta interna.
No início desse comentário eu afirmei que o erro do Hamilton foi irresponsável. De fato foi mesmo. Mas não questiono o talento do inglês. A minha crítica é no sentido de imaturidade, já que Lewis tinha tudo para conquistar o seu primeiro título na F-1 neste GP da China. O primeiro erro do inglês foi em não ter parado quando o rendimento do seu pneu intermediário passou a interferir negativamente na sua dirigibilidade. O segundo erro foi a briga desnecessária com Raikkonen ao se defender na primeira colocação; o finlandês naquele momento estava 17 pontos atrás de Hamilton no campeonato. O terceiro erro, o maior de todos, que culminou no seu abandono da prova, é até difícil de engolir. Entrar afobado daquele jeito nos boxes, na pista molhada, com o pneu praticamente careca, é pedir para ir para o muro ou ficar na caixa de britas, que foi o que aconteceu. Outro detalhe da barbeiragem do inglês, é que naquele momento que ele entrou nos boxes, as bandeiras amarelas eram agitadas grosseiramente, já que os fiscais tiravam a Spyker do Sutil, que sofrera um acidente naquele local, ou seja, de uma forma ou de outra, o Hamilton já teria que entrar nos boxes com uma perícia maior. Deu no que deu, e o bom de tudo, e era o que já dizia ontem nos comentários do treino oficial, é que o resultado de hoje deixa a disputa do título para última etapa, aqui no Brasil.
Outro fato a se destacar da prova na China foi o quarto lugar incontestável de Sebastian Vettel, da Toro Rosso, equipe que também marcou pontos com o sétimo lugar do italiano Liuzzi; foram os primeiros pontos da equipe dirigida pelo ex-piloto e ex-companheiro de Senna na McLaren, o austríaco Gerhard Berguer. Mas o alemão Vettel, que no treino de ontem já fizera o décimo segundo tempo, que para um Toro Rosso já é uma grande vitória, teve que largar neste domingo na décima sétima posição, por conta de uma punição por ter prejudicado o finlandês Kovalainen em sua classificação. Vettel fez uma prova espetacular. Com a estratégia de uma parada apenas nos boxes, o piloto aproveitou a primeira perna na pista para conquistar várias posições e mostra que tem um belo desempenho em pista molhada, já que no Japão, na semana passada, também nestas condições, já andara entre os primeiros colocados. Parabéns ao alemão, e é mais um destaque desta nova safra de pilotos, que deixam uma projeção de muita competitividade para os próximos anos na maior categoria do automobilismo mundial. Outro piloto que andou bem em Xangai foi o Jenson Button, que também já destacava ontem que não seria surpresa vê-lo entre os primeiros na prova desta madrugada. Ponto negativo da prova foi o baixo rendimento dos carros da Renault. O Kovalainen dirigia um carro totalmente desequilibrado. Mas a equipe francesa já afirmou há algum tempo que esta temporada é para ficar em uma página do passado bem escondida; já estão trabalhando desde Monza nos carros para 2008.
O brasileiro Rubens Barrichello completou a prova apenas na décima quinta posição. Com isso, o piloto da Honda confirma no seu currículo na F-1 a pior temporada desde a sua entrada na categoria. São 16 etapas no mesmo ano sem marcar pontos. Pior que isso é ver o seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, andar entre os primeiros colocados. Que Rubinho tenha sorte na última etapa da F-1 em 2007 e que 2008 seja um ano totalmente diferente e que a Honda possa dar ao brasileiro um carro mais competitivo.
Mesmo com o abandono, Hamilton continua na liderança do campeonato com 107 pontos, seguido por Alonso que agora soma 103 e Raikkonen, que é o maior vencedor do ano, com 5 vitórias e vem para o Brasil com 100 pontos na tabela. O brasileiro Felipe Massa soma 86. A próxima etapa será em Interlagos, em São Paulo-SP, no dia 21 de outubro. A situação do campeonato coloca 3 pilotos com chances de conquistar o título da temporada 2007. Isso não se repete desde 1986, quando Prost, Mansell e Piquet duelaram pelo título na última etapa, que foi disputada na Austrália. O Francês Alain Prost foi o campeão naquela ocasião.
A prova desde o início mostrou que seria emocionante. A tempestade prevista não veio, mas o tempo inconstante, com períodos curtos de chuva durante a corrida prejudicou e muito a estratégia dos pilotos. Felipe Massa, que largara em terceiro, e disputou uma bela briga com Alonso na largada, tinha tudo para fazer uma bela prova e quem sabe até ter conquistado a vitória. Infelizmente, o desgaste do pneu intermediário no seu Ferrari prejudicou o brasileiro, e mais do que isso, na primeira troca de pneus, caso Massa retornasse a pista novamente com o pneu intermediário, ele aproveitaria e muito o período de pista molhada no terço final da corrida; pena que ele voltou com os pneus para pista seca. É mais um erro da Ferrari na temporada. Mesmo assim, o brasileiro terminou a prova em terceiro. Por outro lado, lembrando os bons tempos de Ross Brawn que, aliás, não é a primeira vez que faço este comentário, mas o engenheiro do Kimi Raikkonen é um ótimo profissional. A parte do finlandês na equipe italiana tem se mostrado competente nas últimas provas e hoje mostrou também que sabe arriscar, já que Raikkonen dirigiu o final da prova no limite de combustível. Nesse sentido, um dos fatores que mais contribuíram para vitória do finlandês no GP da China foi sem dúvida a competência da equipe italiana. Apenas para atestar, acertei mais uma vez o palpite do final de semana na F-1. Ontem dizia que a vitória ficaria com a Ferrari e provavelmente com Raikkonen.
Antes de comentar sobre o Hamilton, vou argumentar o renascimento de Alonso no campeonato. O espanhol praticamente saiu da água para o vinho. Semana passada no Japão, um acidente tirou as chances do espanhol de encostar de vez no seu companheiro no campeonato. Alonso, inclusive, antes deste final de semana em Xangai, afirmou que só um milagre o colocaria novamente na briga pelo título. Ele deve ter rezado muito. Até o Brasil, o espanhol deve pagar muita promessa. Mas o segundo lugar do espanhol na prova desta madrugada mostra o que é a experiência na F-1. Durante todos os treinos, tanto na sexta quanto no sábado, o espanhol deixou público a insatisfação com seu McLaren, dando a entender até que o carro de Hamilton estaria melhor. E realmente parecia que estava. Mas é bom lembrar que o carro do espanhol não foi o mesmo das últimas provas, já que no acidente do Japão não deu para se aproveitar quase nada do equipamento. Mas considerando todo esse contexto de falta de rendimento, de desequilibro no carro, Alonso fez uma prova burocrática, como de fato um bicampeão do mundo nas circunstâncias do presente deveria fazer. Ele atacou na hora certa, aproveitou erros de outros pilotos e o abandono do Hamilton e conquistou um segundo lugar milagroso. Mais do que isso, o espanhol mostra à McLaren que mesmo diante de todas dificuldades de relacionamentos e intrigas, que ele vem para o Brasil para conquistar o tricampeonato e vai fazer de tudo para deixar transparente qualquer atitude da equipe inglesa que venha a beneficiar Lewis Hamilton. Ou seja, a McLaren terá aberta a sua central de relacionamentos não com o torcedor ou imprensa, mas com a sua conduta interna.
No início desse comentário eu afirmei que o erro do Hamilton foi irresponsável. De fato foi mesmo. Mas não questiono o talento do inglês. A minha crítica é no sentido de imaturidade, já que Lewis tinha tudo para conquistar o seu primeiro título na F-1 neste GP da China. O primeiro erro do inglês foi em não ter parado quando o rendimento do seu pneu intermediário passou a interferir negativamente na sua dirigibilidade. O segundo erro foi a briga desnecessária com Raikkonen ao se defender na primeira colocação; o finlandês naquele momento estava 17 pontos atrás de Hamilton no campeonato. O terceiro erro, o maior de todos, que culminou no seu abandono da prova, é até difícil de engolir. Entrar afobado daquele jeito nos boxes, na pista molhada, com o pneu praticamente careca, é pedir para ir para o muro ou ficar na caixa de britas, que foi o que aconteceu. Outro detalhe da barbeiragem do inglês, é que naquele momento que ele entrou nos boxes, as bandeiras amarelas eram agitadas grosseiramente, já que os fiscais tiravam a Spyker do Sutil, que sofrera um acidente naquele local, ou seja, de uma forma ou de outra, o Hamilton já teria que entrar nos boxes com uma perícia maior. Deu no que deu, e o bom de tudo, e era o que já dizia ontem nos comentários do treino oficial, é que o resultado de hoje deixa a disputa do título para última etapa, aqui no Brasil.
Outro fato a se destacar da prova na China foi o quarto lugar incontestável de Sebastian Vettel, da Toro Rosso, equipe que também marcou pontos com o sétimo lugar do italiano Liuzzi; foram os primeiros pontos da equipe dirigida pelo ex-piloto e ex-companheiro de Senna na McLaren, o austríaco Gerhard Berguer. Mas o alemão Vettel, que no treino de ontem já fizera o décimo segundo tempo, que para um Toro Rosso já é uma grande vitória, teve que largar neste domingo na décima sétima posição, por conta de uma punição por ter prejudicado o finlandês Kovalainen em sua classificação. Vettel fez uma prova espetacular. Com a estratégia de uma parada apenas nos boxes, o piloto aproveitou a primeira perna na pista para conquistar várias posições e mostra que tem um belo desempenho em pista molhada, já que no Japão, na semana passada, também nestas condições, já andara entre os primeiros colocados. Parabéns ao alemão, e é mais um destaque desta nova safra de pilotos, que deixam uma projeção de muita competitividade para os próximos anos na maior categoria do automobilismo mundial. Outro piloto que andou bem em Xangai foi o Jenson Button, que também já destacava ontem que não seria surpresa vê-lo entre os primeiros na prova desta madrugada. Ponto negativo da prova foi o baixo rendimento dos carros da Renault. O Kovalainen dirigia um carro totalmente desequilibrado. Mas a equipe francesa já afirmou há algum tempo que esta temporada é para ficar em uma página do passado bem escondida; já estão trabalhando desde Monza nos carros para 2008.
O brasileiro Rubens Barrichello completou a prova apenas na décima quinta posição. Com isso, o piloto da Honda confirma no seu currículo na F-1 a pior temporada desde a sua entrada na categoria. São 16 etapas no mesmo ano sem marcar pontos. Pior que isso é ver o seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, andar entre os primeiros colocados. Que Rubinho tenha sorte na última etapa da F-1 em 2007 e que 2008 seja um ano totalmente diferente e que a Honda possa dar ao brasileiro um carro mais competitivo.
Mesmo com o abandono, Hamilton continua na liderança do campeonato com 107 pontos, seguido por Alonso que agora soma 103 e Raikkonen, que é o maior vencedor do ano, com 5 vitórias e vem para o Brasil com 100 pontos na tabela. O brasileiro Felipe Massa soma 86. A próxima etapa será em Interlagos, em São Paulo-SP, no dia 21 de outubro. A situação do campeonato coloca 3 pilotos com chances de conquistar o título da temporada 2007. Isso não se repete desde 1986, quando Prost, Mansell e Piquet duelaram pelo título na última etapa, que foi disputada na Austrália. O Francês Alain Prost foi o campeão naquela ocasião.
sábado, 6 de outubro de 2007
Comentários do treino oficial na China
Lewis Hamilton provou que é o virtual campeão da temporada. Com a pole na China, penúltima etapa do calendário 2007, o inglês larga nesta madrugada de sábado para domingo, exatamente às 3 da manhã, para conquistar o campeonato da F-1. Sempre bom lembrar, que é o ano de estréia de Hamilton na categoria mais importante do automobilismo mundial.A pole de Hamilton é significante, já que durante todos os treinos livres, a Ferrari comandou com Raikkonen os melhores tempos. Aliás, a equipe italiana ficou com o segundo e terceiro lugares no grid, respectivamente com Kimi e Massa. Alonso, o vice-líder da temporada e que precisa chegar a frente de Hamilton na corrida desta madrugada para ainda brigar pelo título na última etapa aqui no Brasil, ficou apenas com o quarto lugar e ver suas chances minimizadas pela pole do jovem Hamilton.
O treino oficial em si foi bem disputado, não dava para ter a idéia exata de quem seria o pole position. Desde o Q1 (primeira parte do treino oficial) desenhou-se o favoritismo de Kimi Raikkonen que já liderara os treinos livres da sexta-feira e do sábado em Xangai. Mas ao mesmo tempo, pela pouca distância entre os tempos dos quatro primeiros colocados, ficava difícil de afirmar se realmente a coerência do mais veloz nos treinos livres permaneceria no treino oficial. Mesmo assim, é provável que o líder da temporada tenha feito a volta mais rápida com menos combustível que seus adversários, e isso pode ser crucial negativamente numa estratégia de corrida.
Aproveito a oportunidade mais uma vez para atestar que a Rede Globo não transmitiu o treino oficial ao vivo. As imagens estavam com atraso de aproximadamente 8 minutos; semana passada, no Japão, este atrasou foi de 11 minutos. Sinceramente, é um desrespeito aos amantes do automobilismo que ficam acordados até altas horas da madrugada para acompanhar a transmissão do treino. Tudo bem que a primeira parte do treino não é tão emocionante, mas deveria se aproveitar as imagens em tempo real, com o início da transmissão da FOM (Formula One Management), onde há a possibilidade de acompanhar a movimentação no paddock e os pilotos com seus preparativos para entrar nos cockpits dos carros; as imagens não deixam de ser interessantes; imagens recuperadas e editadas não transmitem a mesma sensação de imagens ao vivo. Mas é uma opinião minha, talvez não seja o que todos pensam, e defendo o argumento principalmente considerando a importância deste final de temporada.
Ainda referente à transmissão, a FOM divulga neste GP da China um novo gráfico, que é muito interessante; mostra a temperatura dos pneus. A importância deste gráfico é direcionada no sentido que hoje em dia o comportamento dos pneus em um F-1 interfere em qualquer recurso de rendimento dos carros. Seria interessante acompanhar este gráfico durante uma perna da prova (antes da primeira troca de pneus, por exemplo) de algum piloto para ver o comportamento do carro relacionado à durabilidade do pneu.
Ainda sobre o treino, ressalto o crescimento da equipe Red Bull nesta fase final do campeonato. Realmente, o time do escocês Coulthard e do australiano Webber quer tirar da Williams a quinta posição no mundial de construtores; a diferença é de 10 pontos. Coulthard larga em quinto e Webber em sétimo lugar. Enquanto isso, Renault e Williams decepcionaram. Depois do segundo lugar no Japão, Heikki Kovalainen teve de se contentar com o 14º lugar, enquanto Giancarlo Fisichella foi pior: 17º. Do lado dos ingleses, Nico Rosberg larga apenas em 16º, três posições à frente de Alexander Wurz. Outra surpresa do treino, talvez até influenciado pelo já declarado desligamento da sua equipe para próxima temporada, foi o belo tempo do alemão Ralf Schumacher, que larga em sexto amanhã na China. Mas já arrisco que o Schumacher deve parar cedo nos boxes; deve ter pouco combustível no seu tanque. E mantendo a boa fase, o inglês Jenson Button mais uma vez colocou seu Honda no Top 10; ele larga em décimo. E mantendo a péssima fase, seu companheiro de equipe, o brasileiro Rubens Barrichello, ficou apenas com o décimo sétimo tempo. E neste GP da China ele pode igualar o seu pior resultado na F-1. Barrichello pode completar 16 GPs sem marcar pontos. A última vez foi entre a segunda metade da temporada 97 e a primeira metade do campeonato de 1998, ou seja, este ano seria a pior temporada do brasileiro na categoria, sem nenhum pontinho. A torcida fica para que o brasileiro se recupere em casa, em Interlagos no dia 21 de outubro.
Ainda sobre o Rubinho, há uma esperança por um bom resultado amanhã. É que a previsão do tempo afirma que há a possibilidade de 90% de chuva durante a corrida. E tal previsão é ainda mais segura, visto que um tufão se aproxima da cidade de Wenzhou, que fica no litoral e ao sul de Xangai, onde será disputado o GP. Isso garantiria ainda mais emoção à penúltima etapa da F-1 em 2007. É só lembrar da última etapa no Japão e do GP da Europa na Alemanha.
Ainda sobre o Rubinho, há uma esperança por um bom resultado amanhã. É que a previsão do tempo afirma que há a possibilidade de 90% de chuva durante a corrida. E tal previsão é ainda mais segura, visto que um tufão se aproxima da cidade de Wenzhou, que fica no litoral e ao sul de Xangai, onde será disputado o GP. Isso garantiria ainda mais emoção à penúltima etapa da F-1 em 2007. É só lembrar da última etapa no Japão e do GP da Europa na Alemanha.
Quanto aos palpites para a prova da madrugada deste domingo, acredito em uma vitória da Ferrari, provável que do finlandês Kimi Raikkonen, que precisa vencer para continuar com chances de conquistar o título. Mas o brasileiro Felipe Massa anda mordido com o baixo rendimento durante o ano e deve mostrar serviço nessas duas últimas etapas; a Ferrari liberou a briga entre os pilotos. Já na McLaren a briga deve ser interna, já que Alonso precisa chegar na frente de Hamilton para adiar para o Brasil a disputa do título. Com chuva, qualquer palpite não tem validade, é uma loteria! Caso a prova seja disputada em pista molhada, com chuva, tufão ou furacão, fiquem de olho no Kovalainen, no Vettel, no Webber, no Button e no Barrichello, na irregularidade do Massa e na regularidade do Hamilton, que é certeza de muita emoção. Retorno com os comentários da prova neste domingo e espero que a conquista do título do Hamilton seja adiada para o Brasil. Deixo explícita, portanto, a minha torcida pelo título do inglês, mas no Brasil!
Agradecimentos ao Bruno Mendes!
Bom,
Nessa postagem aqui eu queria agradecer ao Bruno Mendes, jornalista da TV Brasília que escreveu no Blog do Programa A Grande Jogada palavras que me emocionaram. Obrigado Bruno e precisando estamos a diposição pelo melhor do Esporte em Brasília.
"Para finalizar, a Stock Car, em Brasília é exemplo de organização e de festa bem preparada. Além disso, a corrida no Autódromo Nélson Piquet foi o melhor da temporada.
O colunista que vos escreve teve a felicidade de assistir a prova com os comentários do profissional que mais conhece automobilismo na cidade, Rafael Lucena.
Se a “poderosa” tem Reginaldo Leme, nós temos o orgulho de ter Rafael Lucena… Valeu parceiro!!!!!!!
Força para o esporte de Brasília!!!"
Nessa postagem aqui eu queria agradecer ao Bruno Mendes, jornalista da TV Brasília que escreveu no Blog do Programa A Grande Jogada palavras que me emocionaram. Obrigado Bruno e precisando estamos a diposição pelo melhor do Esporte em Brasília.
"Para finalizar, a Stock Car, em Brasília é exemplo de organização e de festa bem preparada. Além disso, a corrida no Autódromo Nélson Piquet foi o melhor da temporada.
O colunista que vos escreve teve a felicidade de assistir a prova com os comentários do profissional que mais conhece automobilismo na cidade, Rafael Lucena.
Se a “poderosa” tem Reginaldo Leme, nós temos o orgulho de ter Rafael Lucena… Valeu parceiro!!!!!!!
Força para o esporte de Brasília!!!"
Assinar:
Postagens (Atom)
