Clipe da Fórmula Truck em Brasília - Última etapa com a vitória de Geraldo Piquet e que deu o título á Felipe Giaffone
6 horas de Brasília de Kart - 2007, com a presença de Vítor Meira (Indy) e Nelsinho Piquet(F-1)
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
domingo, 21 de outubro de 2007
Comentários do GP do Brasil
Kimi Raikkonen venceu o GP do Brasil e o improvável aconteceu: ele é o campeão da temporada 2007 da F-1. Mas no meu ponto de vista, Kimi não conquistou o campeonato, foi Hamilton quem perdeu. Lamentável a inexperiência do piloto inglês que entregou toda a regularidade da temporada nas etapas da China e aqui do Brasil.Como já era de se esperar, a Ferrari dominou a corrida e Felipe Massa mostrou que era o virtual vencedor. Seria a segunda vitória seguida dele no Brasil. Mas como o finlandês Kimi Raikkonen com a vitória conquistaria o campeonato, nada mais justo do que o time italiano fazer uma bela jogada de equipe e colocar o “homem de gelo” na primeira colocação. Lewis Hamilton, que largara da segunda colocação, logo na primeira volta, depois de perder posições para Kimi e Alonso, deixou o carro escapar e perdeu algumas posições. Na minha opinião, ele arriscou demais e não precisava disso. O tiro de misericórdia veio na décima volta quando o inglês enfrentou um problema eletrônico, que travou o sistema de câmbio do seu McLaren. Por pouco ele não deixa o carro morrer, e aí seria fim de prova e adeus ao campeonato. Ao cair para última colocação, Hamilton voltou a prova e tentou até o final conquistar as posições que o devolveriam ao título; não conseguiu!
Alonso, que com os problemas de Hamilton viu renascer suas esperanças quanto ao tricampeonato, esbarrou no motor sem rendimento do seu carro. Mesmo assim o espanhol chegou em terceiro na prova e no campeonato. Ele deve está se lamentando ainda pelo acidente no Japão, que o fez trocar o motor para a etapa da China, e que teria, pelo regulamento, usá-lo também aqui no Brasil. É válido ressaltar esse detalhe, porque só isto explica os mais de 40s que o espanhol chegou atrás do segundo colocado, o brasileiro Felipe Massa. Mas com certeza, diante de toda a confusão que Alonso arrumou com a equipe McLaren neste ano, ele deve de alguma forma se sentir aliviado por seu companheiro Hamilton não ter vencido o campeonato. Acho muito difícil Alonso permanecer na McLaren para a temporada do ano que vem!
No mais, a prova não teve tantas surpresas. Historicamente, as corridas em Interlagos sempre foram movimentadas. A pista, que é seletiva, alterna muitas curvas de alta e baixa velocidade, o que explicam as tantas ultrapassagens e toques que vimos durante a prova.
Lamentável Honda! Rubinho e Button abandonaram com problemas no motor.
Vimos em Interlagos também um momento Albers (Lembram do GP da França deste ano, quando o holandês, então da Spyker, saiu dos boxes com a bomba de combustível?) do piloto Kazuki Nakajima, da Williams, que atropelou dois mecânicos de sua equipe, ao errar a velocidade de entrada no seu pit stop. Acho que com isso, esta vaga no time de Frank Williams, continua em aberto para a próxima temporada. Wurz, que deixou a equipe na última etapa na China, já anunciou que não volta mais a F-1. E Nakajima, depois desse papelão, deve continuar na GP-2 em 2008.
É isso amigos! Infelizmente a temporada 2007 de F-1 terminou. Mas com certeza foi um aperitivo do que será a categoria mais importante do automobilismo mundial pós-Schumacher. Afirmo, desde já, que ano que vem o Felipe Massa é o favorito ao título, porque a Ferrari tem uma dívida com ele, e não deve errar tanto como errou neste ano. Ao mesmo tempo, acho que teremos outro brasileiro também fazendo bonito em 2008. Bom para os brasilienses, porque teremos sim Nelsinho Piquet na F-1!
sábado, 20 de outubro de 2007
Massa, Felipe! – Comentários do Treino Oficial
Nada melhor do que ter um brasileiro largando na frente em um GP em casa. Felipe mostrou que além do carinho da Ferrari, que renovou o seu contrato por mais 3 anos, tem também a simpatia do povo brasileiro que, com certeza, incentivou o piloto a conquistar mais uma pole position no seu país natal. Além disso, Massa se iguala a Hamilton; os dois são os pilotos que mais largaram na frente nesta temporada ( 6 vezes cada um). Com a pole em Interlagos, Felipe agora soma 8 melhores colocações no grid contra 7 do seu companheiro de equipe, o finlandês Kimi Raikkonen.Quanto à briga pelo título, com os resultados do treino desta tarde de sábado, com certeza o favorito é o inglês Lewis Hamilton. Afinal de contas, ele é o líder do campeonato e larga amanhã da segunda posição. Fernando Alonso, o companheiro de equipe de Hamilton, e vice-líder do campeonato, larga apenas na quarta posição. Considerando esse contexto, talvez o argumento de que o grande adversário de Hamilton na prova venha ser o Fernando Alonso, fica meio que minimizada. No meu ponto vista, depois do treino de hoje, a maior adversidade que o piloto inglês pode enfrentar na prova amanhã está na segunda fila, mas não é o espanhol Alonso. Refiro-me ao finlandês Kimi Raikkonen, que larga em terceiro. E resumo este comentário da seguinte forma: Kimi é o franco atirador entre os 3 que brigam pelo título. Ao mesmo tempo, Raikkonen precisa de um bom resultado para ter chances, ainda dependendo das posições de chegadas dos seus adversários, para conquistar o campeonato. E apesar da Ferrari já ter declarado que apoiará o finlandês, ele deve estar mordido pela preferência, principalmente esta semana, que o brasileiro Felipe Massa tem recebido da escuderia italiana. Portanto, se algo acontecer com Hamilton durante a prova, com grandes chances que aconteça nas 2 primeiras voltas, isso virá do confronto não com Alonso, mas sim com Kimi Raikkonen. Tomara que o inglês tenha calma e que o erro no último GP, na China, tenha lhe ensinado que o importante nesta parte final de campeonato é apenas o resultado que lhe deixe campeão do mundo!
Fernando Alonso, que não demonstrou nem na sexta e nem neste sábado algum favoritismo, é o piloto que mais me preocupa entre os que brigam pelo título aqui no Brasil. Digo isto, porque a forma com que o espanhol vem se comportando nestes dias finais da temporada 2007 é muito estranha. Fato que o espanhol é o único entre os pilotos que desembarcaram no Brasil que corre com um motor antigo; é o mesmo que disputou a prova da China. Portanto, é um motor que não é melhor do que o do seu companheiro de equipe e nem melhor do que os dos carros da Ferrari. Por outro lado, ter um motor mais veloz durante a prova, não vai fazer muita diferença, o importante é que ele tenha rendimento e que dure. E ao considerar um regime de motor constante, talvez o Alonso tenha feito a opção por poupar o seu equipamento para a prova. Será que isso explica o fato do espanhol ter dado apenas uma volta no primeiro treino livre na sexta-feira? Ele afirmou que não andou mais porque aquele treino foi disputado com chuva, e que segundo ele as chances daquele tempo se repetir no domingo eram mínimas. A verdade é que a experiência fala mais alto, e Alonso pode sim aprontar algo na prova que será disputada amanhã a partir das 2 da tarde, com transmissão ao vivo da Rede Globo.
Surpresa no treino deste sábado, sem dúvida, foi o belo resultado do brasileiro Rubens Barrichello, que colocou seu Honda na décima primeira posição. Tudo indica que amanhã possa a ser a melhor prova do brasileiro nesta temporada, e que ele tem grandes chances de marcar o seu primeiro pontinho no ano. Hoje, por muito pouco, Barrichello não entrou no Top 10. O responsável por tirar o brasileiro da parte final do treino foi o italiano Jarno Trulli, da Toyota, que larga amanhã em oitavo, mas como de praxe deve perder logo na primeira volta algo em torno de 3 ou 4 posições. É nisso que Barrichello pode se beneficiar. Ele conhece os atalhos de Interlagos, e largando da parte limpa da pista, o brasileiro pode sonhar sim com um bom resultado na última etapa da temporada 2007 do mundial de F-1.
Outro ponto a se destacar do treino oficial deste sábado, é a confirmação do crescimento da equipe Red Bull. Seus pilotos mais uma vez entraram no Top 10, e podem amanhã desbancar a Williams da quinta colocação do mundial de construtores. O australiano Mark Webber larga em quinto lugar, e o escocês David Coulthard parte da nona colocação. Este bom rendimento da equipe deve-se principalmente ao trabalho do projetista Adrian Newey, ex-McLaren, que migrou no início desta temporada para a Red Bull.
Já que sou patriota, e temos um brasileiro largando na frente amanhã em um GP do Brasil muito especial, que decide pela terceira vez seguida o título da temporada, o meu palpite não pode ser outro do que uma vitória do Felipe Massa, que se confirmada, coloca o piloto da Ferrari entres os brasileiros que mais venceram a etapa tupiniquim. Senna, Fittipaldi e Piquet somam 2 vitórias. No atual circuito de Interlados, Massa igualaria as vitórias de Ayrton Senna da Silva. Quanto ao título, é difícil de se arriscar, mas eu acredito que a experiência fale mais alto, e o Alonso conquiste o seu tricampeonato. Gostaria mesmo de ver o Hamilton campeão! Mas até o Raikkonen pode sair do Brasil com o título. A verdade é que teremos muita emoção na prova deste domingo!
domingo, 7 de outubro de 2007
Comentários do GP da China de F-1

Kimi Raikkonen venceu o GP da China, mas o maior destaque da prova disputada na madrugada deste domingo, sem dúvida, foi abandono irresponsável do inglês Lewis Hamilton, que tinha tudo para sair de Xangai com o título da F-1. O bom de tudo, é que o campeonato será decidido aqui no Brasil no dia 21 deste mês.
A prova desde o início mostrou que seria emocionante. A tempestade prevista não veio, mas o tempo inconstante, com períodos curtos de chuva durante a corrida prejudicou e muito a estratégia dos pilotos. Felipe Massa, que largara em terceiro, e disputou uma bela briga com Alonso na largada, tinha tudo para fazer uma bela prova e quem sabe até ter conquistado a vitória. Infelizmente, o desgaste do pneu intermediário no seu Ferrari prejudicou o brasileiro, e mais do que isso, na primeira troca de pneus, caso Massa retornasse a pista novamente com o pneu intermediário, ele aproveitaria e muito o período de pista molhada no terço final da corrida; pena que ele voltou com os pneus para pista seca. É mais um erro da Ferrari na temporada. Mesmo assim, o brasileiro terminou a prova em terceiro. Por outro lado, lembrando os bons tempos de Ross Brawn que, aliás, não é a primeira vez que faço este comentário, mas o engenheiro do Kimi Raikkonen é um ótimo profissional. A parte do finlandês na equipe italiana tem se mostrado competente nas últimas provas e hoje mostrou também que sabe arriscar, já que Raikkonen dirigiu o final da prova no limite de combustível. Nesse sentido, um dos fatores que mais contribuíram para vitória do finlandês no GP da China foi sem dúvida a competência da equipe italiana. Apenas para atestar, acertei mais uma vez o palpite do final de semana na F-1. Ontem dizia que a vitória ficaria com a Ferrari e provavelmente com Raikkonen.
Antes de comentar sobre o Hamilton, vou argumentar o renascimento de Alonso no campeonato. O espanhol praticamente saiu da água para o vinho. Semana passada no Japão, um acidente tirou as chances do espanhol de encostar de vez no seu companheiro no campeonato. Alonso, inclusive, antes deste final de semana em Xangai, afirmou que só um milagre o colocaria novamente na briga pelo título. Ele deve ter rezado muito. Até o Brasil, o espanhol deve pagar muita promessa. Mas o segundo lugar do espanhol na prova desta madrugada mostra o que é a experiência na F-1. Durante todos os treinos, tanto na sexta quanto no sábado, o espanhol deixou público a insatisfação com seu McLaren, dando a entender até que o carro de Hamilton estaria melhor. E realmente parecia que estava. Mas é bom lembrar que o carro do espanhol não foi o mesmo das últimas provas, já que no acidente do Japão não deu para se aproveitar quase nada do equipamento. Mas considerando todo esse contexto de falta de rendimento, de desequilibro no carro, Alonso fez uma prova burocrática, como de fato um bicampeão do mundo nas circunstâncias do presente deveria fazer. Ele atacou na hora certa, aproveitou erros de outros pilotos e o abandono do Hamilton e conquistou um segundo lugar milagroso. Mais do que isso, o espanhol mostra à McLaren que mesmo diante de todas dificuldades de relacionamentos e intrigas, que ele vem para o Brasil para conquistar o tricampeonato e vai fazer de tudo para deixar transparente qualquer atitude da equipe inglesa que venha a beneficiar Lewis Hamilton. Ou seja, a McLaren terá aberta a sua central de relacionamentos não com o torcedor ou imprensa, mas com a sua conduta interna.
No início desse comentário eu afirmei que o erro do Hamilton foi irresponsável. De fato foi mesmo. Mas não questiono o talento do inglês. A minha crítica é no sentido de imaturidade, já que Lewis tinha tudo para conquistar o seu primeiro título na F-1 neste GP da China. O primeiro erro do inglês foi em não ter parado quando o rendimento do seu pneu intermediário passou a interferir negativamente na sua dirigibilidade. O segundo erro foi a briga desnecessária com Raikkonen ao se defender na primeira colocação; o finlandês naquele momento estava 17 pontos atrás de Hamilton no campeonato. O terceiro erro, o maior de todos, que culminou no seu abandono da prova, é até difícil de engolir. Entrar afobado daquele jeito nos boxes, na pista molhada, com o pneu praticamente careca, é pedir para ir para o muro ou ficar na caixa de britas, que foi o que aconteceu. Outro detalhe da barbeiragem do inglês, é que naquele momento que ele entrou nos boxes, as bandeiras amarelas eram agitadas grosseiramente, já que os fiscais tiravam a Spyker do Sutil, que sofrera um acidente naquele local, ou seja, de uma forma ou de outra, o Hamilton já teria que entrar nos boxes com uma perícia maior. Deu no que deu, e o bom de tudo, e era o que já dizia ontem nos comentários do treino oficial, é que o resultado de hoje deixa a disputa do título para última etapa, aqui no Brasil.
Outro fato a se destacar da prova na China foi o quarto lugar incontestável de Sebastian Vettel, da Toro Rosso, equipe que também marcou pontos com o sétimo lugar do italiano Liuzzi; foram os primeiros pontos da equipe dirigida pelo ex-piloto e ex-companheiro de Senna na McLaren, o austríaco Gerhard Berguer. Mas o alemão Vettel, que no treino de ontem já fizera o décimo segundo tempo, que para um Toro Rosso já é uma grande vitória, teve que largar neste domingo na décima sétima posição, por conta de uma punição por ter prejudicado o finlandês Kovalainen em sua classificação. Vettel fez uma prova espetacular. Com a estratégia de uma parada apenas nos boxes, o piloto aproveitou a primeira perna na pista para conquistar várias posições e mostra que tem um belo desempenho em pista molhada, já que no Japão, na semana passada, também nestas condições, já andara entre os primeiros colocados. Parabéns ao alemão, e é mais um destaque desta nova safra de pilotos, que deixam uma projeção de muita competitividade para os próximos anos na maior categoria do automobilismo mundial. Outro piloto que andou bem em Xangai foi o Jenson Button, que também já destacava ontem que não seria surpresa vê-lo entre os primeiros na prova desta madrugada. Ponto negativo da prova foi o baixo rendimento dos carros da Renault. O Kovalainen dirigia um carro totalmente desequilibrado. Mas a equipe francesa já afirmou há algum tempo que esta temporada é para ficar em uma página do passado bem escondida; já estão trabalhando desde Monza nos carros para 2008.
O brasileiro Rubens Barrichello completou a prova apenas na décima quinta posição. Com isso, o piloto da Honda confirma no seu currículo na F-1 a pior temporada desde a sua entrada na categoria. São 16 etapas no mesmo ano sem marcar pontos. Pior que isso é ver o seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, andar entre os primeiros colocados. Que Rubinho tenha sorte na última etapa da F-1 em 2007 e que 2008 seja um ano totalmente diferente e que a Honda possa dar ao brasileiro um carro mais competitivo.
Mesmo com o abandono, Hamilton continua na liderança do campeonato com 107 pontos, seguido por Alonso que agora soma 103 e Raikkonen, que é o maior vencedor do ano, com 5 vitórias e vem para o Brasil com 100 pontos na tabela. O brasileiro Felipe Massa soma 86. A próxima etapa será em Interlagos, em São Paulo-SP, no dia 21 de outubro. A situação do campeonato coloca 3 pilotos com chances de conquistar o título da temporada 2007. Isso não se repete desde 1986, quando Prost, Mansell e Piquet duelaram pelo título na última etapa, que foi disputada na Austrália. O Francês Alain Prost foi o campeão naquela ocasião.
A prova desde o início mostrou que seria emocionante. A tempestade prevista não veio, mas o tempo inconstante, com períodos curtos de chuva durante a corrida prejudicou e muito a estratégia dos pilotos. Felipe Massa, que largara em terceiro, e disputou uma bela briga com Alonso na largada, tinha tudo para fazer uma bela prova e quem sabe até ter conquistado a vitória. Infelizmente, o desgaste do pneu intermediário no seu Ferrari prejudicou o brasileiro, e mais do que isso, na primeira troca de pneus, caso Massa retornasse a pista novamente com o pneu intermediário, ele aproveitaria e muito o período de pista molhada no terço final da corrida; pena que ele voltou com os pneus para pista seca. É mais um erro da Ferrari na temporada. Mesmo assim, o brasileiro terminou a prova em terceiro. Por outro lado, lembrando os bons tempos de Ross Brawn que, aliás, não é a primeira vez que faço este comentário, mas o engenheiro do Kimi Raikkonen é um ótimo profissional. A parte do finlandês na equipe italiana tem se mostrado competente nas últimas provas e hoje mostrou também que sabe arriscar, já que Raikkonen dirigiu o final da prova no limite de combustível. Nesse sentido, um dos fatores que mais contribuíram para vitória do finlandês no GP da China foi sem dúvida a competência da equipe italiana. Apenas para atestar, acertei mais uma vez o palpite do final de semana na F-1. Ontem dizia que a vitória ficaria com a Ferrari e provavelmente com Raikkonen.
Antes de comentar sobre o Hamilton, vou argumentar o renascimento de Alonso no campeonato. O espanhol praticamente saiu da água para o vinho. Semana passada no Japão, um acidente tirou as chances do espanhol de encostar de vez no seu companheiro no campeonato. Alonso, inclusive, antes deste final de semana em Xangai, afirmou que só um milagre o colocaria novamente na briga pelo título. Ele deve ter rezado muito. Até o Brasil, o espanhol deve pagar muita promessa. Mas o segundo lugar do espanhol na prova desta madrugada mostra o que é a experiência na F-1. Durante todos os treinos, tanto na sexta quanto no sábado, o espanhol deixou público a insatisfação com seu McLaren, dando a entender até que o carro de Hamilton estaria melhor. E realmente parecia que estava. Mas é bom lembrar que o carro do espanhol não foi o mesmo das últimas provas, já que no acidente do Japão não deu para se aproveitar quase nada do equipamento. Mas considerando todo esse contexto de falta de rendimento, de desequilibro no carro, Alonso fez uma prova burocrática, como de fato um bicampeão do mundo nas circunstâncias do presente deveria fazer. Ele atacou na hora certa, aproveitou erros de outros pilotos e o abandono do Hamilton e conquistou um segundo lugar milagroso. Mais do que isso, o espanhol mostra à McLaren que mesmo diante de todas dificuldades de relacionamentos e intrigas, que ele vem para o Brasil para conquistar o tricampeonato e vai fazer de tudo para deixar transparente qualquer atitude da equipe inglesa que venha a beneficiar Lewis Hamilton. Ou seja, a McLaren terá aberta a sua central de relacionamentos não com o torcedor ou imprensa, mas com a sua conduta interna.
No início desse comentário eu afirmei que o erro do Hamilton foi irresponsável. De fato foi mesmo. Mas não questiono o talento do inglês. A minha crítica é no sentido de imaturidade, já que Lewis tinha tudo para conquistar o seu primeiro título na F-1 neste GP da China. O primeiro erro do inglês foi em não ter parado quando o rendimento do seu pneu intermediário passou a interferir negativamente na sua dirigibilidade. O segundo erro foi a briga desnecessária com Raikkonen ao se defender na primeira colocação; o finlandês naquele momento estava 17 pontos atrás de Hamilton no campeonato. O terceiro erro, o maior de todos, que culminou no seu abandono da prova, é até difícil de engolir. Entrar afobado daquele jeito nos boxes, na pista molhada, com o pneu praticamente careca, é pedir para ir para o muro ou ficar na caixa de britas, que foi o que aconteceu. Outro detalhe da barbeiragem do inglês, é que naquele momento que ele entrou nos boxes, as bandeiras amarelas eram agitadas grosseiramente, já que os fiscais tiravam a Spyker do Sutil, que sofrera um acidente naquele local, ou seja, de uma forma ou de outra, o Hamilton já teria que entrar nos boxes com uma perícia maior. Deu no que deu, e o bom de tudo, e era o que já dizia ontem nos comentários do treino oficial, é que o resultado de hoje deixa a disputa do título para última etapa, aqui no Brasil.
Outro fato a se destacar da prova na China foi o quarto lugar incontestável de Sebastian Vettel, da Toro Rosso, equipe que também marcou pontos com o sétimo lugar do italiano Liuzzi; foram os primeiros pontos da equipe dirigida pelo ex-piloto e ex-companheiro de Senna na McLaren, o austríaco Gerhard Berguer. Mas o alemão Vettel, que no treino de ontem já fizera o décimo segundo tempo, que para um Toro Rosso já é uma grande vitória, teve que largar neste domingo na décima sétima posição, por conta de uma punição por ter prejudicado o finlandês Kovalainen em sua classificação. Vettel fez uma prova espetacular. Com a estratégia de uma parada apenas nos boxes, o piloto aproveitou a primeira perna na pista para conquistar várias posições e mostra que tem um belo desempenho em pista molhada, já que no Japão, na semana passada, também nestas condições, já andara entre os primeiros colocados. Parabéns ao alemão, e é mais um destaque desta nova safra de pilotos, que deixam uma projeção de muita competitividade para os próximos anos na maior categoria do automobilismo mundial. Outro piloto que andou bem em Xangai foi o Jenson Button, que também já destacava ontem que não seria surpresa vê-lo entre os primeiros na prova desta madrugada. Ponto negativo da prova foi o baixo rendimento dos carros da Renault. O Kovalainen dirigia um carro totalmente desequilibrado. Mas a equipe francesa já afirmou há algum tempo que esta temporada é para ficar em uma página do passado bem escondida; já estão trabalhando desde Monza nos carros para 2008.
O brasileiro Rubens Barrichello completou a prova apenas na décima quinta posição. Com isso, o piloto da Honda confirma no seu currículo na F-1 a pior temporada desde a sua entrada na categoria. São 16 etapas no mesmo ano sem marcar pontos. Pior que isso é ver o seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, andar entre os primeiros colocados. Que Rubinho tenha sorte na última etapa da F-1 em 2007 e que 2008 seja um ano totalmente diferente e que a Honda possa dar ao brasileiro um carro mais competitivo.
Mesmo com o abandono, Hamilton continua na liderança do campeonato com 107 pontos, seguido por Alonso que agora soma 103 e Raikkonen, que é o maior vencedor do ano, com 5 vitórias e vem para o Brasil com 100 pontos na tabela. O brasileiro Felipe Massa soma 86. A próxima etapa será em Interlagos, em São Paulo-SP, no dia 21 de outubro. A situação do campeonato coloca 3 pilotos com chances de conquistar o título da temporada 2007. Isso não se repete desde 1986, quando Prost, Mansell e Piquet duelaram pelo título na última etapa, que foi disputada na Austrália. O Francês Alain Prost foi o campeão naquela ocasião.
sábado, 6 de outubro de 2007
Comentários do treino oficial na China
Lewis Hamilton provou que é o virtual campeão da temporada. Com a pole na China, penúltima etapa do calendário 2007, o inglês larga nesta madrugada de sábado para domingo, exatamente às 3 da manhã, para conquistar o campeonato da F-1. Sempre bom lembrar, que é o ano de estréia de Hamilton na categoria mais importante do automobilismo mundial.A pole de Hamilton é significante, já que durante todos os treinos livres, a Ferrari comandou com Raikkonen os melhores tempos. Aliás, a equipe italiana ficou com o segundo e terceiro lugares no grid, respectivamente com Kimi e Massa. Alonso, o vice-líder da temporada e que precisa chegar a frente de Hamilton na corrida desta madrugada para ainda brigar pelo título na última etapa aqui no Brasil, ficou apenas com o quarto lugar e ver suas chances minimizadas pela pole do jovem Hamilton.
O treino oficial em si foi bem disputado, não dava para ter a idéia exata de quem seria o pole position. Desde o Q1 (primeira parte do treino oficial) desenhou-se o favoritismo de Kimi Raikkonen que já liderara os treinos livres da sexta-feira e do sábado em Xangai. Mas ao mesmo tempo, pela pouca distância entre os tempos dos quatro primeiros colocados, ficava difícil de afirmar se realmente a coerência do mais veloz nos treinos livres permaneceria no treino oficial. Mesmo assim, é provável que o líder da temporada tenha feito a volta mais rápida com menos combustível que seus adversários, e isso pode ser crucial negativamente numa estratégia de corrida.
Aproveito a oportunidade mais uma vez para atestar que a Rede Globo não transmitiu o treino oficial ao vivo. As imagens estavam com atraso de aproximadamente 8 minutos; semana passada, no Japão, este atrasou foi de 11 minutos. Sinceramente, é um desrespeito aos amantes do automobilismo que ficam acordados até altas horas da madrugada para acompanhar a transmissão do treino. Tudo bem que a primeira parte do treino não é tão emocionante, mas deveria se aproveitar as imagens em tempo real, com o início da transmissão da FOM (Formula One Management), onde há a possibilidade de acompanhar a movimentação no paddock e os pilotos com seus preparativos para entrar nos cockpits dos carros; as imagens não deixam de ser interessantes; imagens recuperadas e editadas não transmitem a mesma sensação de imagens ao vivo. Mas é uma opinião minha, talvez não seja o que todos pensam, e defendo o argumento principalmente considerando a importância deste final de temporada.
Ainda referente à transmissão, a FOM divulga neste GP da China um novo gráfico, que é muito interessante; mostra a temperatura dos pneus. A importância deste gráfico é direcionada no sentido que hoje em dia o comportamento dos pneus em um F-1 interfere em qualquer recurso de rendimento dos carros. Seria interessante acompanhar este gráfico durante uma perna da prova (antes da primeira troca de pneus, por exemplo) de algum piloto para ver o comportamento do carro relacionado à durabilidade do pneu.
Ainda sobre o treino, ressalto o crescimento da equipe Red Bull nesta fase final do campeonato. Realmente, o time do escocês Coulthard e do australiano Webber quer tirar da Williams a quinta posição no mundial de construtores; a diferença é de 10 pontos. Coulthard larga em quinto e Webber em sétimo lugar. Enquanto isso, Renault e Williams decepcionaram. Depois do segundo lugar no Japão, Heikki Kovalainen teve de se contentar com o 14º lugar, enquanto Giancarlo Fisichella foi pior: 17º. Do lado dos ingleses, Nico Rosberg larga apenas em 16º, três posições à frente de Alexander Wurz. Outra surpresa do treino, talvez até influenciado pelo já declarado desligamento da sua equipe para próxima temporada, foi o belo tempo do alemão Ralf Schumacher, que larga em sexto amanhã na China. Mas já arrisco que o Schumacher deve parar cedo nos boxes; deve ter pouco combustível no seu tanque. E mantendo a boa fase, o inglês Jenson Button mais uma vez colocou seu Honda no Top 10; ele larga em décimo. E mantendo a péssima fase, seu companheiro de equipe, o brasileiro Rubens Barrichello, ficou apenas com o décimo sétimo tempo. E neste GP da China ele pode igualar o seu pior resultado na F-1. Barrichello pode completar 16 GPs sem marcar pontos. A última vez foi entre a segunda metade da temporada 97 e a primeira metade do campeonato de 1998, ou seja, este ano seria a pior temporada do brasileiro na categoria, sem nenhum pontinho. A torcida fica para que o brasileiro se recupere em casa, em Interlagos no dia 21 de outubro.
Ainda sobre o Rubinho, há uma esperança por um bom resultado amanhã. É que a previsão do tempo afirma que há a possibilidade de 90% de chuva durante a corrida. E tal previsão é ainda mais segura, visto que um tufão se aproxima da cidade de Wenzhou, que fica no litoral e ao sul de Xangai, onde será disputado o GP. Isso garantiria ainda mais emoção à penúltima etapa da F-1 em 2007. É só lembrar da última etapa no Japão e do GP da Europa na Alemanha.
Ainda sobre o Rubinho, há uma esperança por um bom resultado amanhã. É que a previsão do tempo afirma que há a possibilidade de 90% de chuva durante a corrida. E tal previsão é ainda mais segura, visto que um tufão se aproxima da cidade de Wenzhou, que fica no litoral e ao sul de Xangai, onde será disputado o GP. Isso garantiria ainda mais emoção à penúltima etapa da F-1 em 2007. É só lembrar da última etapa no Japão e do GP da Europa na Alemanha.
Quanto aos palpites para a prova da madrugada deste domingo, acredito em uma vitória da Ferrari, provável que do finlandês Kimi Raikkonen, que precisa vencer para continuar com chances de conquistar o título. Mas o brasileiro Felipe Massa anda mordido com o baixo rendimento durante o ano e deve mostrar serviço nessas duas últimas etapas; a Ferrari liberou a briga entre os pilotos. Já na McLaren a briga deve ser interna, já que Alonso precisa chegar na frente de Hamilton para adiar para o Brasil a disputa do título. Com chuva, qualquer palpite não tem validade, é uma loteria! Caso a prova seja disputada em pista molhada, com chuva, tufão ou furacão, fiquem de olho no Kovalainen, no Vettel, no Webber, no Button e no Barrichello, na irregularidade do Massa e na regularidade do Hamilton, que é certeza de muita emoção. Retorno com os comentários da prova neste domingo e espero que a conquista do título do Hamilton seja adiada para o Brasil. Deixo explícita, portanto, a minha torcida pelo título do inglês, mas no Brasil!
Agradecimentos ao Bruno Mendes!
Bom,
Nessa postagem aqui eu queria agradecer ao Bruno Mendes, jornalista da TV Brasília que escreveu no Blog do Programa A Grande Jogada palavras que me emocionaram. Obrigado Bruno e precisando estamos a diposição pelo melhor do Esporte em Brasília.
"Para finalizar, a Stock Car, em Brasília é exemplo de organização e de festa bem preparada. Além disso, a corrida no Autódromo Nélson Piquet foi o melhor da temporada.
O colunista que vos escreve teve a felicidade de assistir a prova com os comentários do profissional que mais conhece automobilismo na cidade, Rafael Lucena.
Se a “poderosa” tem Reginaldo Leme, nós temos o orgulho de ter Rafael Lucena… Valeu parceiro!!!!!!!
Força para o esporte de Brasília!!!"
Nessa postagem aqui eu queria agradecer ao Bruno Mendes, jornalista da TV Brasília que escreveu no Blog do Programa A Grande Jogada palavras que me emocionaram. Obrigado Bruno e precisando estamos a diposição pelo melhor do Esporte em Brasília.
"Para finalizar, a Stock Car, em Brasília é exemplo de organização e de festa bem preparada. Além disso, a corrida no Autódromo Nélson Piquet foi o melhor da temporada.
O colunista que vos escreve teve a felicidade de assistir a prova com os comentários do profissional que mais conhece automobilismo na cidade, Rafael Lucena.
Se a “poderosa” tem Reginaldo Leme, nós temos o orgulho de ter Rafael Lucena… Valeu parceiro!!!!!!!
Força para o esporte de Brasília!!!"
domingo, 30 de setembro de 2007
Comentários do GP do Japão de F-1
O Hamilton venceu a prova, mereceu até, mas o destaque da prova, sem dúvida, foi a briga espetacular de Felipe Massa com o polonês Kubica, e olha que foi apenas pelo sexto lugar. Resumindo toda a prova: F-1 com chuva é tudo de bom!
Em Fuji, no Japão, a previsão do tempo no início da semana já previa que o sábado e domingo seriam de chuva, mas não se esperava a frente fria que tomou conta da região. Devido a questão climática, a prova foi iniciada com o Safety Car. Logo nesse instante, o maior erro da Ferrari ficou exposto. Aliás, a equipe poderia até ser punida com bandeira preta, ou seja, exclusão da prova. A situação é que como a prova foi iniciada com o Safety Car e em condições de chuvas, as equipes pelo regulamento eram obrigadas a largar com o pneu de chuva. A Ferrari arriscou, tentou usar o pneu intermediário, seus pilotos até rodaram nas voltas iniciais, e acabaram que por força até de uma possível punição parando nos boxes para trocar os pneus para o formato de chuva. Outro detalhe importante antes da saída do Safety Car na volta 18, e assim a largada em movimento dos carros, é que na rodada do Felipe Massa, antes de sua troca de pneus, ele perdeu a posição para o Heidfeld, e assim que retornou a pista efetuou a ultrapassagem sobre o piloto alemão, o que culminou em sua punição; aquela passagem no boxe que deveria ser efetuado sem a presença do Safety Car na pista. O pessoal da Globo ficou meio perdido na transmissão, mas consegui registrar a imagem.
Dada a largada, daí podemos ver quem realmente comanda um carro de F-1: se é o piloto ou se um bom acerto de carro. Destaques para Sebastian Vettel, Mark Webber, Jenson Button e os pilotos da McLaren. Foi um show, uma prova com muita emoção. Hamilton, com certeza, foi beneficiado por manter a primeira posição e correr sempre com a pista livre sem o “spray” dos outros carros. Mas isso durou até a primeira parada nos boxes, onde a McLaren arriscou demais até, porque encheu o tanque de combustível dos dois pilotos, e entregou na mão de Alonso e Hamilton carros pesados, que somado as características de assoalhos baixos e em condições de chuva é pedir para ter braço e segurar os carros no sabão. Tanto o espanhol quanto o inglês sofreram muito com essa fase do carro pesado. Infelizmente para Alonso a situação foi pior, porque segundo o próprio piloto o carro aquaplanou e ele virou passageiro; o espanhol bateu e pela primeira vez no ano não marca pontos na temporada. Enquanto tudo isso acontecia, Massa e Raikkonen faziam uma prova de recuperação no pelotão intermediário. O brasileiro foi responsável por belíssimas ultrapassagens, pouco registradas até pela Fuji TV, que gerou as imagens da corrida no Japão com o respaldo da FOA.
Não posso deixar de citar também o momento Vettel da prova. O piloto alemão da Toro Rosso – que deve ser comprada pela Ferrari até o final do ano – mostrou que é uma promessa e liderou boa parte da prova até parar nos boxes. E no Safety Car do acidente do Alonso, o alemão deu a primeira mancada por ser um piloto novato, ainda sem muita experiência na F-1. Vettel bateu no co-irmão Mark Webber (Red Bull). O acidente deve ter ocorrido por conta daqueles pulos de aceleração e frenagem para aquecerem os pneus; o alemão encheu a traseira do carro de Webber e os dois abandonaram a prova. A inexperiência de Vettel ficou comprovada pelas imagens do piloto chorando e reconhecendo que errou e que principalmente tinha chances de sair do Japão com um bom resultado. Nessa parte da prova, a condição de surpresa da prova foi transferida para o finlandês Heikke Kovalainen, que largou em décimo primeiro e assumiria neste momento a segunda posição para não largar mais e confirmar assim o primeiro pódio da equipe Renault em 2007. Que baile que o finlandês vem dando no seu companheiro de equipe Fisichella!
Esse texto prova o quanto a corrida foi movimentada, nunca tive tanto assunto sobre um GP nesta temporada. Com os abandonos e acidentes, quem subiu e muito na fase final da prova foi o brasileiro Felipe Massa e seu companheiro de equipe Raikkonen. Infelizmente Massa teria que parar nos boxes para fazer o reabastecimento. O brasileiro até atrasou a sua parada, na esperança de acontecer outro incidente na prova e provocar a entrada novamente do Safety Car; não aconteceu, ele parou nos boxes e teria que lutar muito no final para conseguir os pontos. Quem ganhou com tudo isso foi o finlandês Raikkonen, que diferente dos anos de McLaren, vem neste final de temporada mostrando que tem sorte e que ainda pode sonhar com o campeonato. O piloto terminou em terceiro e registrou uma das mais belas ultrapassagens do ano. Foi sobre Coulthard que levou seu Red Bull ao quarto lugar. O escocês mesmo com todas as críticas que reforçam a necessidade de sua aposentadoria demonstra ainda que é um piloto competitivo.
No final da prova aconteceu o que nunca vi na F-1, consideramos aí 16 anos. Refiro-me a briga sensacional na última volta entre Kubica e Felipe Massa. Foi algo fora do comum, digno de Stock Car ou Nascar, com direito a toque de rodas, saída da pista, troco de ultrapassagem... Tudo o que Felipe Massa errou em provas disputadas na chuva durante toda sua carreira foi recompensado pela insistência do brasileiro na briga por este sexto lugar. Parabéns Massa e parabéns também ao Kubica, que protagoniza mais uma vez um momento histórico na categoria mais importante do automobilismo mundial. Em entrevista no final da corrida, Felipe resumiu todo o caótico GP do Japão: "Foi uma corrida complicada. Um inferno do começo ao fim. Pecamos por optar iniciar a corrida com pneus intermediários. Depois, acreditava que conseguiria completar a prova sem precisar parar, pois o safety car demorou demais. Só que não deu e precisei abastecer. Não foi o que esperava, mas valeu pelo finalzinho", declarou Massa. Ainda sobre este confronto no final da prova, estamos na expectativa no que diz respeito à repercussão tanto do lado da BMW quanto da Ferrari; sem contar que os diretores da prova podem até penalizar os pilotos. Tomara que isso não aconteça!
Barrichello, que apesar do desequilíbrio de seu Honda, fez uma corrida regular neste domingo e ficou muito próximo de marcar seus primeiros pontos no ano, terminou a prova no Japão na décima posição.
Agora o campeonato de vez fica nas mãos do novato Lewis Hamilton. Com 107 pontos, o piloto abre vantagem de 12 pontos para o espanhol Alonso. Faltam duas provas e matematicamente é possível que Hamilton conquiste seu primeiro título na categoria no próximo final de semana no GP da China. Quem aparece bonito na tabela agora é Kimi Raikkonen, que com o terceiro lugar de hoje soma 90 pontos e permanece com chances de briga pelo título, mas principalmente encosta no vice-líder Alonso (95 pontos). O brasileiro Felipe Massa, com o bravo sexto lugar no Japão, ocupa o quarto lugar no campeonato com 80 pontos.
Em Fuji, no Japão, a previsão do tempo no início da semana já previa que o sábado e domingo seriam de chuva, mas não se esperava a frente fria que tomou conta da região. Devido a questão climática, a prova foi iniciada com o Safety Car. Logo nesse instante, o maior erro da Ferrari ficou exposto. Aliás, a equipe poderia até ser punida com bandeira preta, ou seja, exclusão da prova. A situação é que como a prova foi iniciada com o Safety Car e em condições de chuvas, as equipes pelo regulamento eram obrigadas a largar com o pneu de chuva. A Ferrari arriscou, tentou usar o pneu intermediário, seus pilotos até rodaram nas voltas iniciais, e acabaram que por força até de uma possível punição parando nos boxes para trocar os pneus para o formato de chuva. Outro detalhe importante antes da saída do Safety Car na volta 18, e assim a largada em movimento dos carros, é que na rodada do Felipe Massa, antes de sua troca de pneus, ele perdeu a posição para o Heidfeld, e assim que retornou a pista efetuou a ultrapassagem sobre o piloto alemão, o que culminou em sua punição; aquela passagem no boxe que deveria ser efetuado sem a presença do Safety Car na pista. O pessoal da Globo ficou meio perdido na transmissão, mas consegui registrar a imagem.
Dada a largada, daí podemos ver quem realmente comanda um carro de F-1: se é o piloto ou se um bom acerto de carro. Destaques para Sebastian Vettel, Mark Webber, Jenson Button e os pilotos da McLaren. Foi um show, uma prova com muita emoção. Hamilton, com certeza, foi beneficiado por manter a primeira posição e correr sempre com a pista livre sem o “spray” dos outros carros. Mas isso durou até a primeira parada nos boxes, onde a McLaren arriscou demais até, porque encheu o tanque de combustível dos dois pilotos, e entregou na mão de Alonso e Hamilton carros pesados, que somado as características de assoalhos baixos e em condições de chuva é pedir para ter braço e segurar os carros no sabão. Tanto o espanhol quanto o inglês sofreram muito com essa fase do carro pesado. Infelizmente para Alonso a situação foi pior, porque segundo o próprio piloto o carro aquaplanou e ele virou passageiro; o espanhol bateu e pela primeira vez no ano não marca pontos na temporada. Enquanto tudo isso acontecia, Massa e Raikkonen faziam uma prova de recuperação no pelotão intermediário. O brasileiro foi responsável por belíssimas ultrapassagens, pouco registradas até pela Fuji TV, que gerou as imagens da corrida no Japão com o respaldo da FOA.

Não posso deixar de citar também o momento Vettel da prova. O piloto alemão da Toro Rosso – que deve ser comprada pela Ferrari até o final do ano – mostrou que é uma promessa e liderou boa parte da prova até parar nos boxes. E no Safety Car do acidente do Alonso, o alemão deu a primeira mancada por ser um piloto novato, ainda sem muita experiência na F-1. Vettel bateu no co-irmão Mark Webber (Red Bull). O acidente deve ter ocorrido por conta daqueles pulos de aceleração e frenagem para aquecerem os pneus; o alemão encheu a traseira do carro de Webber e os dois abandonaram a prova. A inexperiência de Vettel ficou comprovada pelas imagens do piloto chorando e reconhecendo que errou e que principalmente tinha chances de sair do Japão com um bom resultado. Nessa parte da prova, a condição de surpresa da prova foi transferida para o finlandês Heikke Kovalainen, que largou em décimo primeiro e assumiria neste momento a segunda posição para não largar mais e confirmar assim o primeiro pódio da equipe Renault em 2007. Que baile que o finlandês vem dando no seu companheiro de equipe Fisichella!
Esse texto prova o quanto a corrida foi movimentada, nunca tive tanto assunto sobre um GP nesta temporada. Com os abandonos e acidentes, quem subiu e muito na fase final da prova foi o brasileiro Felipe Massa e seu companheiro de equipe Raikkonen. Infelizmente Massa teria que parar nos boxes para fazer o reabastecimento. O brasileiro até atrasou a sua parada, na esperança de acontecer outro incidente na prova e provocar a entrada novamente do Safety Car; não aconteceu, ele parou nos boxes e teria que lutar muito no final para conseguir os pontos. Quem ganhou com tudo isso foi o finlandês Raikkonen, que diferente dos anos de McLaren, vem neste final de temporada mostrando que tem sorte e que ainda pode sonhar com o campeonato. O piloto terminou em terceiro e registrou uma das mais belas ultrapassagens do ano. Foi sobre Coulthard que levou seu Red Bull ao quarto lugar. O escocês mesmo com todas as críticas que reforçam a necessidade de sua aposentadoria demonstra ainda que é um piloto competitivo.
No final da prova aconteceu o que nunca vi na F-1, consideramos aí 16 anos. Refiro-me a briga sensacional na última volta entre Kubica e Felipe Massa. Foi algo fora do comum, digno de Stock Car ou Nascar, com direito a toque de rodas, saída da pista, troco de ultrapassagem... Tudo o que Felipe Massa errou em provas disputadas na chuva durante toda sua carreira foi recompensado pela insistência do brasileiro na briga por este sexto lugar. Parabéns Massa e parabéns também ao Kubica, que protagoniza mais uma vez um momento histórico na categoria mais importante do automobilismo mundial. Em entrevista no final da corrida, Felipe resumiu todo o caótico GP do Japão: "Foi uma corrida complicada. Um inferno do começo ao fim. Pecamos por optar iniciar a corrida com pneus intermediários. Depois, acreditava que conseguiria completar a prova sem precisar parar, pois o safety car demorou demais. Só que não deu e precisei abastecer. Não foi o que esperava, mas valeu pelo finalzinho", declarou Massa. Ainda sobre este confronto no final da prova, estamos na expectativa no que diz respeito à repercussão tanto do lado da BMW quanto da Ferrari; sem contar que os diretores da prova podem até penalizar os pilotos. Tomara que isso não aconteça!
Barrichello, que apesar do desequilíbrio de seu Honda, fez uma corrida regular neste domingo e ficou muito próximo de marcar seus primeiros pontos no ano, terminou a prova no Japão na décima posição.
Agora o campeonato de vez fica nas mãos do novato Lewis Hamilton. Com 107 pontos, o piloto abre vantagem de 12 pontos para o espanhol Alonso. Faltam duas provas e matematicamente é possível que Hamilton conquiste seu primeiro título na categoria no próximo final de semana no GP da China. Quem aparece bonito na tabela agora é Kimi Raikkonen, que com o terceiro lugar de hoje soma 90 pontos e permanece com chances de briga pelo título, mas principalmente encosta no vice-líder Alonso (95 pontos). O brasileiro Felipe Massa, com o bravo sexto lugar no Japão, ocupa o quarto lugar no campeonato com 80 pontos.
sábado, 29 de setembro de 2007
Comentários do Treino Oficial do GP do Japão de F-1
Fantástica a última volta do Hamilton no treino oficial para o GP de Fuji, no Japão. O inglês, líder do campeonato, mostra que realmente é um piloto fora do comum, e mostra que sabe andar também forte em condições adversas, como foi o treino desta madrugada, já que foi disputado com pista molhada.
Detalhe do treino oficial é que a Rede Globo apresentou o treino com 10 minutos de atraso, consegui acompanhar ao vivo na internet por um canal alemão. Não sei o que aconteceu, talvez a emissora brasileira tenha segurado a programação com medo que o treino oficial fosse cancelado, porque afinal de contas a situação em Fuji é feia. O 3º treino livre, que seria disputado antes do treino oficial, foi cancelado porque não havia visibilidade. Muita neblina, temperatura baixa e pista molhada, assim estava o circuito durante a manhã e a tarde deste sábado e isso deve se repetir para prova neste domingo, que será transmitido pela Globo com a largada marcada para 1h30min da madrugada. Outra curiosidade em Fuji é a reta dos boxes com 1.475m, a maior entre as pistas do calendário deste ano na F-1; praticamente o tamanho da pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Mas falando sobre o treino, foi interessante ver o insucesso dos japoneses no GP local. Logo no Q1 (Primeira parte do treino), Davidson (Super Aguri-Honda), Wurz (Williams-Toyota), Barrichello (Honda), Yamamoto e Sato que representam os japoneses na F-1 não conseguiram tempos suficientes para continuarem brigando por posições no grid. Sem falar no Ralf Schumacher, da Toyota, que mantendo a sua fase de sorte no ano, se envolveu em um toque com um carro da Spyker, e não teve condições de continuar no treino. A única salvação foi Jenson Button, que colocou a sua Honda na quarta fila, mas herda a posição de Nico Rosberg (sexto colocado), que trocou o motor no treino de ontem, e com isso largará em décimo sexto. Aliás, Rosberg também entra na estatística da representatividade japonesa na F-1, já que ele é companheiro de Wurz na Williams-Toyota.
Quanto ao pelotão da frente, na briga particular entre McLaren e Ferrari, dessa vez a primeira fila ficou com o time inglês. E nesse sentido, já deixo o meu palpite aqui que alguma coisa deve acontecer na largada, deve sobrar para alguém. Argumento isto porque o Alonso precisa chegar a frente de Hamilton para assumir a liderança do campeonato, e ao mesmo tempo o inglês precisa defender a sua diferença de dois pontos na ponta da tabela. Esta rivalidade é maior se considerarmos a última largada na Bélgica, quando os dois pilotos quase se tocaram e agora com a situação apimentada pelas declarações de Hamilton sobre a infidelidade do espanhol com a equipe inglesa. E não podemos deixar de lembrar, que Raikkonen, o escolhido da Ferrari na briga pelo título é o piloto que menos tem o que perder, já que o que interessa a ele é a vitória e mais nada, então, com certeza, o finlandês vai partir para cima. Ao mesmo tempo, Felipe Massa, com chances mínimas de conquistar o título, e agora fiel escudeiro de Raikkonen, deve também arriscar brigando por posições para quem sabe no final da prova “entregar” a posição ao companheiro. Estou ansioso para ver o Massa correndo em condições de chuva, agora com um carro adaptado a pista molhada. Bom lembrar que o desempenho dele nestas condições não é das melhores, é só voltar ao GP da Europa deste ano, quando o brasileiro, após liderar com uma diferença de mais de 8s perdeu a posição na chuva para o espanhol Fernando Alonso. Que isso não aconteça neste domingo!
No mais, não temos muitas surpresas, o que de fato marcou mesmo o treino oficial foi a chuva e a forte neblina que assustou torcedores, equipes e pilotos e até as emissoras de televisão e claro, o sucesso do Button, que colocou a sua Honda na frente dos concorrentes da Toyota na casa da montadora japonesa; a Toyota é dona do circuito de Fuji. Outra surpresa foi o alemão Vettel, que colocou a Toro Rosso no Top 10 e larga amanhã na oitava colocação.
A receita para amanhã com todos os ingredientes e mais a situação climática de chuva no tempero, com certeza promete muita emoção para quem assistir o antepenúltimo GP da F-1.
Confira a classificação oficial do grid de largada para o GP do Japão:
1. Lewis Hamilton - McLaren, 1:25.368 2. Fernando Alonso - McLaren, 1:25.438 3. Kimi Raikkonen - Ferrari, 1:25.516 4. Felipe Massa - Ferrari, 1:25.765 5. Nick Heidfeld - BMW, 1:26.505 6. Jenson Button - Honda, 1:26.913 7. Mark Webber - Red Bull, 1:26.914 8. Sebastian Vettel - Toro Rosso, 1:26.973 9. Robert Kubica - BMW, 1:27.225 10. Giancarlo Fisichella - Renault, 1:26.03311. Heikki Kovalainen - Renault, 1:26.232 12. David Coulthard - Red Bull, 1:26.247 13. Jarno Trulli - Toyota, 1:26.253 14. Vitantonio Liuzzi - Toro Rosso, 1:26.948 15. Ralf Schumacher - Toyota, 1:27.19116. Nico Rosberg - Williams, 1:26.728**17. Rubens Barrichello - Honda, 1:27.323 18. Alexander Wurz - Williams, 1:27.454 19. Anthony Davidson - Super Aguri, 1:27.564 20. Adrian Sutil - Spyker, 1:28.628 21. Takuma Sato - Super Aguri, 1:28.792 22. Sakon Yamamoto - Spyker, 1:29.668
Detalhe do treino oficial é que a Rede Globo apresentou o treino com 10 minutos de atraso, consegui acompanhar ao vivo na internet por um canal alemão. Não sei o que aconteceu, talvez a emissora brasileira tenha segurado a programação com medo que o treino oficial fosse cancelado, porque afinal de contas a situação em Fuji é feia. O 3º treino livre, que seria disputado antes do treino oficial, foi cancelado porque não havia visibilidade. Muita neblina, temperatura baixa e pista molhada, assim estava o circuito durante a manhã e a tarde deste sábado e isso deve se repetir para prova neste domingo, que será transmitido pela Globo com a largada marcada para 1h30min da madrugada. Outra curiosidade em Fuji é a reta dos boxes com 1.475m, a maior entre as pistas do calendário deste ano na F-1; praticamente o tamanho da pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.Mas falando sobre o treino, foi interessante ver o insucesso dos japoneses no GP local. Logo no Q1 (Primeira parte do treino), Davidson (Super Aguri-Honda), Wurz (Williams-Toyota), Barrichello (Honda), Yamamoto e Sato que representam os japoneses na F-1 não conseguiram tempos suficientes para continuarem brigando por posições no grid. Sem falar no Ralf Schumacher, da Toyota, que mantendo a sua fase de sorte no ano, se envolveu em um toque com um carro da Spyker, e não teve condições de continuar no treino. A única salvação foi Jenson Button, que colocou a sua Honda na quarta fila, mas herda a posição de Nico Rosberg (sexto colocado), que trocou o motor no treino de ontem, e com isso largará em décimo sexto. Aliás, Rosberg também entra na estatística da representatividade japonesa na F-1, já que ele é companheiro de Wurz na Williams-Toyota.
Quanto ao pelotão da frente, na briga particular entre McLaren e Ferrari, dessa vez a primeira fila ficou com o time inglês. E nesse sentido, já deixo o meu palpite aqui que alguma coisa deve acontecer na largada, deve sobrar para alguém. Argumento isto porque o Alonso precisa chegar a frente de Hamilton para assumir a liderança do campeonato, e ao mesmo tempo o inglês precisa defender a sua diferença de dois pontos na ponta da tabela. Esta rivalidade é maior se considerarmos a última largada na Bélgica, quando os dois pilotos quase se tocaram e agora com a situação apimentada pelas declarações de Hamilton sobre a infidelidade do espanhol com a equipe inglesa. E não podemos deixar de lembrar, que Raikkonen, o escolhido da Ferrari na briga pelo título é o piloto que menos tem o que perder, já que o que interessa a ele é a vitória e mais nada, então, com certeza, o finlandês vai partir para cima. Ao mesmo tempo, Felipe Massa, com chances mínimas de conquistar o título, e agora fiel escudeiro de Raikkonen, deve também arriscar brigando por posições para quem sabe no final da prova “entregar” a posição ao companheiro. Estou ansioso para ver o Massa correndo em condições de chuva, agora com um carro adaptado a pista molhada. Bom lembrar que o desempenho dele nestas condições não é das melhores, é só voltar ao GP da Europa deste ano, quando o brasileiro, após liderar com uma diferença de mais de 8s perdeu a posição na chuva para o espanhol Fernando Alonso. Que isso não aconteça neste domingo!
No mais, não temos muitas surpresas, o que de fato marcou mesmo o treino oficial foi a chuva e a forte neblina que assustou torcedores, equipes e pilotos e até as emissoras de televisão e claro, o sucesso do Button, que colocou a sua Honda na frente dos concorrentes da Toyota na casa da montadora japonesa; a Toyota é dona do circuito de Fuji. Outra surpresa foi o alemão Vettel, que colocou a Toro Rosso no Top 10 e larga amanhã na oitava colocação.
A receita para amanhã com todos os ingredientes e mais a situação climática de chuva no tempero, com certeza promete muita emoção para quem assistir o antepenúltimo GP da F-1.
Confira a classificação oficial do grid de largada para o GP do Japão:
1. Lewis Hamilton - McLaren, 1:25.368 2. Fernando Alonso - McLaren, 1:25.438 3. Kimi Raikkonen - Ferrari, 1:25.516 4. Felipe Massa - Ferrari, 1:25.765 5. Nick Heidfeld - BMW, 1:26.505 6. Jenson Button - Honda, 1:26.913 7. Mark Webber - Red Bull, 1:26.914 8. Sebastian Vettel - Toro Rosso, 1:26.973 9. Robert Kubica - BMW, 1:27.225 10. Giancarlo Fisichella - Renault, 1:26.03311. Heikki Kovalainen - Renault, 1:26.232 12. David Coulthard - Red Bull, 1:26.247 13. Jarno Trulli - Toyota, 1:26.253 14. Vitantonio Liuzzi - Toro Rosso, 1:26.948 15. Ralf Schumacher - Toyota, 1:27.19116. Nico Rosberg - Williams, 1:26.728**17. Rubens Barrichello - Honda, 1:27.323 18. Alexander Wurz - Williams, 1:27.454 19. Anthony Davidson - Super Aguri, 1:27.564 20. Adrian Sutil - Spyker, 1:28.628 21. Takuma Sato - Super Aguri, 1:28.792 22. Sakon Yamamoto - Spyker, 1:29.668
domingo, 23 de setembro de 2007
Comentários da prova da Stock Car
Como esperado, a prova em Brasília da Stock Car foi disputada com muito calor e se decidiu na estratégia e nos abandonos dos pilotos com
problemas nos pneus e alguns acidentes, principalmente na curva da vitória.
O bom de tudo é que deu Brasília em primeiro lugar, já que a equipe do Hoover Orsi, a Red Bull Racing, que é na estrutura da Amir Nasr Racing, fica aqui no DF. Aliás, que prova sensacional do Orsi; usou da estratégia, soube poupar ao máximo o carro, sorte também com alguns toques, e aproveitou os abandonos e acidentes durante a corrida. O Serrinha também conseguiu a classificação; bom que os 2 carros da Amir Nasr Racing estarão nessa fase final. A possibilidade era pequena, mas deu tudo certo. Da corrida mesmo, o que me surpreendeu é a competitividade do Ingo Hoffmann, o “Alemão” realmente é um piloto fora do normal. 54 anos de idade, com experiência da F-1, em outras provas de fórmulas e recentemente até com passagens em provas de Rally, como o mais famoso da América do Sul, o Rally dos Sertões.
Quanto aos palpites de ontem, quase que acertei o resultado da prova. De fato, os pilotos que não tinham nada a perder partiram para cima e buscaram a vitória. O Ricardo Zonta liderou a maior parte da corrida, mas abandonou com problemas no seu Peugeot. Pelo menos o Enrique Bernoldi e o Ricardo Sperafico chegaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente.
Gostaria de ressaltar a experiência que tive em cobrir a principal categoria do automobilismo na América do Sul, e fiquei muito feliz em ver a estrutura da Stock Car e principalmente acompanhar de perto toda a movimentação, com contatos com pilotos e equipes e, claro, tudo aconteceu com muita emoção e a prova deste domingo, sem dúvidas, foi a mais emocionante da temporada 2007.
O bom de tudo é que deu Brasília em primeiro lugar, já que a equipe do Hoover Orsi, a Red Bull Racing, que é na estrutura da Amir Nasr Racing, fica aqui no DF. Aliás, que prova sensacional do Orsi; usou da estratégia, soube poupar ao máximo o carro, sorte também com alguns toques, e aproveitou os abandonos e acidentes durante a corrida. O Serrinha também conseguiu a classificação; bom que os 2 carros da Amir Nasr Racing estarão nessa fase final. A possibilidade era pequena, mas deu tudo certo. Da corrida mesmo, o que me surpreendeu é a competitividade do Ingo Hoffmann, o “Alemão” realmente é um piloto fora do normal. 54 anos de idade, com experiência da F-1, em outras provas de fórmulas e recentemente até com passagens em provas de Rally, como o mais famoso da América do Sul, o Rally dos Sertões.
Gostaria de ressaltar a experiência que tive em cobrir a principal categoria do automobilismo na América do Sul, e fiquei muito feliz em ver a estrutura da Stock Car e principalmente acompanhar de perto toda a movimentação, com contatos com pilotos e equipes e, claro, tudo aconteceu com muita emoção e a prova deste domingo, sem dúvidas, foi a mais emocionante da temporada 2007.
sábado, 22 de setembro de 2007
Comentários deste sábado na Stock Car
O dia começou cedo na pista no Autódromo Internacional Nelson Piquet. As 8 da manhã já se ouvia o som dos motores dos carros da Stock Jr. O dia foi longo, mas fechou com chave de ouro, já que consegui entrar na pista durante o passeio de convidados nos carros da Stock V8, e é bom
ressaltar que foi a convite de amigos que fazem parte de uma equipe, ou seja, fui como torcedor e fã de automobilismo que sou. Digo isto porque com a minha credencial não tenho acesso ao pit lane, ou seja, a pista.
Mas falando dos treinos, foi surpresa para todos a pole do paraibano Valdeno Brito. Ele que rodou no treino livre de ontem, conseguiu se recuperar e mostrar que tem um carro rápido e uma equipe que trabalha bem. Mas não digo que ele é o favorito amanhã, acredito que a vitória ficará nas mãos do piloto que for mais constante na pista.
O clima em Brasília tem prejudicado a todos, sem falar que o asfalto é muito abrasivo. Nesse sentido, o carro que resistir as dificuldades com a temperatura e ao desgaste da prova em oval vencerá. Bom deixar claro que todas as curvas são para direita, o que implica um desgaste maior de suspensão e de amortecedor do lado direito dos carros, ou seja, é super importante o carro ter um equilíbrio que venha a compensar as necessidades da pista. Desta forma, aquele piloto que não tenha nada a perder e que estiver perto dos primeiros colocados, terá mais chances de vencer a prova. O raciocínio é simples. O Valdeno Brito, por exemplo, que é o pole position, ele precisa apenas chegar entre os 12 primeiros para se classificar para os playoffs. Ele deverá poupar ao máximo o carro até o final da prova e se garantir para brigar pelo título na fase final do campeonato. Isso vale para o Marcos Gomes, para o Cacá Bueno, para o Ricardo Maurício, enfim, muitos pilotos farão o café com leite. Claro que é bom citar que 19 pilotos ainda brigam por 6 vagas no playoff, mas que estiver perto da classificação vai tentar fazer o possível para se garantir.
Depois desse raciocínio, afirmo que a vitória amanhã ficará com alguma surpresa. Ricardo Sperafico, Zonta, Bernoldi; são nomes fortes. Amanhã retorno com os comentários do dia.
Mas falando dos treinos, foi surpresa para todos a pole do paraibano Valdeno Brito. Ele que rodou no treino livre de ontem, conseguiu se recuperar e mostrar que tem um carro rápido e uma equipe que trabalha bem. Mas não digo que ele é o favorito amanhã, acredito que a vitória ficará nas mãos do piloto que for mais constante na pista.
O clima em Brasília tem prejudicado a todos, sem falar que o asfalto é muito abrasivo. Nesse sentido, o carro que resistir as dificuldades com a temperatura e ao desgaste da prova em oval vencerá. Bom deixar claro que todas as curvas são para direita, o que implica um desgaste maior de suspensão e de amortecedor do lado direito dos carros, ou seja, é super importante o carro ter um equilíbrio que venha a compensar as necessidades da pista. Desta forma, aquele piloto que não tenha nada a perder e que estiver perto dos primeiros colocados, terá mais chances de vencer a prova. O raciocínio é simples. O Valdeno Brito, por exemplo, que é o pole position, ele precisa apenas chegar entre os 12 primeiros para se classificar para os playoffs. Ele deverá poupar ao máximo o carro até o final da prova e se garantir para brigar pelo título na fase final do campeonato. Isso vale para o Marcos Gomes, para o Cacá Bueno, para o Ricardo Maurício, enfim, muitos pilotos farão o café com leite. Claro que é bom citar que 19 pilotos ainda brigam por 6 vagas no playoff, mas que estiver perto da classificação vai tentar fazer o possível para se garantir.
Depois desse raciocínio, afirmo que a vitória amanhã ficará com alguma surpresa. Ricardo Sperafico, Zonta, Bernoldi; são nomes fortes. Amanhã retorno com os comentários do dia.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Comentários desta sexta-feira sobre a Stock Car
Ontem, quando me dirigi ao Autódromo Internacional Nelson Piquet já me espantei com a estrutura da Stock Car, que a cada ano inova em sua organização. Realmente, é uma categoria que bate de frente com qualquer categoria do automobilismo mundial.
Nesta sexta-feira, acompanhei todos os treinos, acho que o pessoal da Sala de Imprensa até sentiu minha falta, porque só fiquei no paddock e em toda a área de boxes, já que Stock V8, Stock Light e Stock Jr. estão separadas. Aliás, não é que estão separadas de propósito, é falta de espaço no Autódromo. Mas essa minha ausência da Sala de Imprensa, me ajudou muito nos contatos que fiz com os pilotos. Conversei bastante com o Antônio Pizzônia, o Thiago Camilo, os irmão Thiago e Tarso Marques que comentaram sobre a pista e a expectativa para o final de semana.
O Pizzônia em especial, foi bem atencioso, falamos sobre o futuro, algumas amizades que temos em comum no Amazonas e ele se mostrou dedicado a Stock Car. Apesar de ter afirmado que não sabe se continua na categoria no ano que vem, eu gostaria de ver o piloto competindo ainda no Brasil. Se bem que ele tem talento ainda para tentar algo na Europa ou nos Estados Unidos.
Outro piloto que me surpreendeu pela simpatia foi o vice-líder do campeonato, o Ricardo Maurício. Abordei-o andando de bicicleta no paddock e tivemos um papo bem legal. Conversamos sobre a pista, sobre o playoff, sobre os pneus e me atendeu juntamente com o amigo jornalista do jornal Tribuna do Brasil, Ádamo Araújo, com muita simpatia e atenção. Ganhou meu voto na briga pelo título. Mas essa briga no playoff vai ser bonita. Thiago Camilo;o sempre competitivo Ingo Hofman; Marco Gomes; o atual campeão Cacá Bueno; todos tem chances de conquistar a temporada 2007.
Algo curioso dessa experiência na Stock Car, foi conhecer a categoria Stock Jr, que os carros são bem diferentes e pequenos; parece um kart com carenagem de carro de turismo, e essa comparação não é absurda. O piloto Eduardo Leite dominou os treinos desta sexta-feira e parece ser o favorito para prova no domingo. Os carros chegam a atingir no final da reta dos boxes cerca de 200 para 220 Km/h. Surpreendente!
Neste sábado volto com mais comentários dessa experiência com Stock Car aqui em Brasília.
Nesta sexta-feira, acompanhei todos os treinos, acho que o pessoal da Sala de Imprensa até sentiu minha falta, porque só fiquei no paddock e em toda a área de boxes, já que Stock V8, Stock Light e Stock Jr. estão separadas. Aliás, não é que estão separadas de propósito, é falta de espaço no Autódromo. Mas essa minha ausência da Sala de Imprensa, me ajudou muito nos contatos que fiz com os pilotos. Conversei bastante com o Antônio Pizzônia, o Thiago Camilo, os irmão Thiago e Tarso Marques que comentaram sobre a pista e a expectativa para o final de semana.
Outro piloto que me surpreendeu pela simpatia foi o vice-líder do campeonato, o Ricardo Maurício. Abordei-o andando de bicicleta no paddock e tivemos um papo bem legal. Conversamos sobre a pista, sobre o playoff, sobre os pneus e me atendeu juntamente com o amigo jornalista do jornal Tribuna do Brasil, Ádamo Araújo, com muita simpatia e atenção. Ganhou meu voto na briga pelo título. Mas essa briga no playoff vai ser bonita. Thiago Camilo;o sempre competitivo Ingo Hofman; Marco Gomes; o atual campeão Cacá Bueno; todos tem chances de conquistar a temporada 2007.
Algo curioso dessa experiência na Stock Car, foi conhecer a categoria Stock Jr, que os carros são bem diferentes e pequenos; parece um kart com carenagem de carro de turismo, e essa comparação não é absurda. O piloto Eduardo Leite dominou os treinos desta sexta-feira e parece ser o favorito para prova no domingo. Os carros chegam a atingir no final da reta dos boxes cerca de 200 para 220 Km/h. Surpreendente!
Neste sábado volto com mais comentários dessa experiência com Stock Car aqui em Brasília.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Comentários do GP da Bélgica
Merecida a vitória de Kimi Raikkonen, que conquistou de ponta a ponta o GP da Bélgica disputado em Spa Francorchamps. A corrida não teve tanta emoção, mas foi uma boa prova, que deve servir para acalmar os ânimos após uma semana conturbada nos bastidores.
Raikkonen, que largou na pole, fez a "regrinha" da moda na Fórmula 1; andou rápido quando tinha que andar e soube administrar a vantagem para o segundo colocado, o brasileiro Felipe Massa. A Ferrari, no treino oficial de ontem, mostrou que tinha mais carro para as características de pista em Spa e confirmou o favoritismo com a dobradinha na prova deste domingo. A McLaren, que ficou com a terceira e quarta posição na prova, não fez muito na briga por melhorar as posições, e se reservou a tentar algo diferente na largada. Aliás, com a desclassificação do time inglês no mundial de construtores, poderemos acompanhar, a exemplo de hoje, um confronto interessante dos pilotos Alonso e Hamilton, que no meu ponto de vista, são os únicos que brigam pelo título até o final da temporada.
Mais uma vez destaco o desempenho do polonês Robert Kubica, que largando da 14ª posição, fez uma bela prova de recuperação, brigando no final com o finlandês Kovalainen pelo oitavo lugar. O polonês é uma grata surpresa, e juntamente com Hamilton, Rosberg e o próprio Kovalainen são as promessas de 10 anos de muita disputa na F-1.
Com resultado da prova de hoje, Hamilton soma 97 pontos, contra 95 de Alonso e 84 de Raikkonen. Felipe Massa, com chances mínimas de conquistar o título, soma agora 77 pontos.
Raikkonen, que largou na pole, fez a "regrinha" da moda na Fórmula 1; andou rápido quando tinha que andar e soube administrar a vantagem para o segundo colocado, o brasileiro Felipe Massa. A Ferrari, no treino oficial de ontem, mostrou que tinha mais carro para as características de pista em Spa e confirmou o favoritismo com a dobradinha na prova deste domingo. A McLaren, que ficou com a terceira e quarta posição na prova, não fez muito na briga por melhorar as posições, e se reservou a tentar algo diferente na largada. Aliás, com a desclassificação do time inglês no mundial de construtores, poderemos acompanhar, a exemplo de hoje, um confronto interessante dos pilotos Alonso e Hamilton, que no meu ponto de vista, são os únicos que brigam pelo título até o final da temporada.
Mais uma vez destaco o desempenho do polonês Robert Kubica, que largando da 14ª posição, fez uma bela prova de recuperação, brigando no final com o finlandês Kovalainen pelo oitavo lugar. O polonês é uma grata surpresa, e juntamente com Hamilton, Rosberg e o próprio Kovalainen são as promessas de 10 anos de muita disputa na F-1.
Com resultado da prova de hoje, Hamilton soma 97 pontos, contra 95 de Alonso e 84 de Raikkonen. Felipe Massa, com chances mínimas de conquistar o título, soma agora 77 pontos.
sábado, 15 de setembro de 2007
Comentários do Treino do GP da Bélgica
Sem muitas surpresas, a disputa pela pole ficou novamente entre McLaren e Ferrari. Mas ao contrário de Monza, em Spa a primeira fila é italiana, com Raikkonen largando em primeiro, e Felipe Massa, mordido pelo abandono no último GP, partindo da segunda colocação.
A verdade é que depois dessa semana movimentada, bom que se diga longe das pistas, a Fórmula 1 desembarca no melhor circuito para quem gosta de acompanhar uma boa corrida. Ou seja, é uma boa desculpa para que se abafe o caso de espionagem, e que sobressaia a emoção da categoria, que é a disputa por posições, as ultrapassagens e as curvas em alta velocidade. Spa Francorchamps proporciona tudo e algo mais. Aliás, que bom que este circuito voltou ao calendário da Fórmula 1. Bom lembrar também, que apesar de a previsão do tempo garantir que amanhã o dia será de sol, na Bélgica o clima não é tão constante, principalmente na região de Spa. Portanto, caso o tempo mude, a receita de uma boa corrida fica ainda mais garantida. Isso não seria bom para o Felipe Massa, que ainda não fez uma boa apresentação em condições de chuva.
Algo pouco notado das imagens do treino é uma nova aposta aerodinâmica da Ferrari, que foi usada nos GPs da França e da Inglaterra, mas que para Bélgica foi aprimorado, estão maiores, que é uma espécie de calota usada tanto nas rodas dianteiras quanto traseiras. E essa aposta, principalmente nos componentes aerodinâmicos, é importante em Spa. A McLaren, por exemplo, mudou novamente o seu carro, que em Monza foi adaptado as necessidades de velocidade do circuito italiano. Agora na Bélgica, a equipe inglesa volta a priorizar o carro que mais se usou durante a temporada, com a distância entre eixos menor, que é bom para o miolo de Spa, onde as curvas em descidas são alternadas entre alta e baixa velocidade. O carro da McLaren tende a ter mais aderência, apesar de o Alonso ter rodado no treino; deve ter sido mais erro dele do que falta de sustentação do carro. Falando em aerodinâmica, Rubens Barrichello alegou falta desse acerto no seu Honda na classificação, ficando apenas com o décimo nono lugar.
No mais, o treino não teve tantas surpresas. Robert Kubica mostrou que pode ser competitivo amanhã, assim como Nico Rosberg. Aliás, essa nova safra de pilotos da Fórmula 1 promete muito para os próximos anos, porque são pilotos rápidos e principalmente técnicos.
Quanto aos palpites para este domingo, aposto na vitória do Felipe Massa. O brasileiro correrá amanhã com uma boa estratégia e o que mais lhe motivará a conquistar a vitória é o resultado do GP da Itália. Aproveito a oportunidade para secar a McLaren, quem sabe com o abandono, finalmente, logo de uma vez dos dois carros da equipe. Seria demais, mas ao mesmo tempo como torcedor, a única alternativa de ver os pilotos da Ferrari, principalmente o Felipe Massa, com chances de brigar pelo título é com os pilotos da McLaren não marcando pontos. Outro palpite, esse até com certa ironia, é que o Jarno Trulli, que conquistou o nono lugar hoje, deve perder na largada 3 ou 4 posições!
A verdade é que depois dessa semana movimentada, bom que se diga longe das pistas, a Fórmula 1 desembarca no melhor circuito para quem gosta de acompanhar uma boa corrida. Ou seja, é uma boa desculpa para que se abafe o caso de espionagem, e que sobressaia a emoção da categoria, que é a disputa por posições, as ultrapassagens e as curvas em alta velocidade. Spa Francorchamps proporciona tudo e algo mais. Aliás, que bom que este circuito voltou ao calendário da Fórmula 1. Bom lembrar também, que apesar de a previsão do tempo garantir que amanhã o dia será de sol, na Bélgica o clima não é tão constante, principalmente na região de Spa. Portanto, caso o tempo mude, a receita de uma boa corrida fica ainda mais garantida. Isso não seria bom para o Felipe Massa, que ainda não fez uma boa apresentação em condições de chuva.
Algo pouco notado das imagens do treino é uma nova aposta aerodinâmica da Ferrari, que foi usada nos GPs da França e da Inglaterra, mas que para Bélgica foi aprimorado, estão maiores, que é uma espécie de calota usada tanto nas rodas dianteiras quanto traseiras. E essa aposta, principalmente nos componentes aerodinâmicos, é importante em Spa. A McLaren, por exemplo, mudou novamente o seu carro, que em Monza foi adaptado as necessidades de velocidade do circuito italiano. Agora na Bélgica, a equipe inglesa volta a priorizar o carro que mais se usou durante a temporada, com a distância entre eixos menor, que é bom para o miolo de Spa, onde as curvas em descidas são alternadas entre alta e baixa velocidade. O carro da McLaren tende a ter mais aderência, apesar de o Alonso ter rodado no treino; deve ter sido mais erro dele do que falta de sustentação do carro. Falando em aerodinâmica, Rubens Barrichello alegou falta desse acerto no seu Honda na classificação, ficando apenas com o décimo nono lugar.
No mais, o treino não teve tantas surpresas. Robert Kubica mostrou que pode ser competitivo amanhã, assim como Nico Rosberg. Aliás, essa nova safra de pilotos da Fórmula 1 promete muito para os próximos anos, porque são pilotos rápidos e principalmente técnicos.
Quanto aos palpites para este domingo, aposto na vitória do Felipe Massa. O brasileiro correrá amanhã com uma boa estratégia e o que mais lhe motivará a conquistar a vitória é o resultado do GP da Itália. Aproveito a oportunidade para secar a McLaren, quem sabe com o abandono, finalmente, logo de uma vez dos dois carros da equipe. Seria demais, mas ao mesmo tempo como torcedor, a única alternativa de ver os pilotos da Ferrari, principalmente o Felipe Massa, com chances de brigar pelo título é com os pilotos da McLaren não marcando pontos. Outro palpite, esse até com certa ironia, é que o Jarno Trulli, que conquistou o nono lugar hoje, deve perder na largada 3 ou 4 posições!
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Comentários do GP da Itália
Essa a minha participação no Programa A Grande Jogada na TV Brasília comentando sempre sobre a Fórmula 1 e a Indy. Nessa ocasião, domingo passado, 09/09, comentei sobre a prova de Monza na F-1.
domingo, 22 de julho de 2007
Eu disse que o Alonso ia ganhar!!!

Muito boa a prova de Nürburgring, a F-1 precisa desse tipo de emoção para conquistar ainda mais o público. Como afirmei ontem nos comentários referente ao treino oficial, a minha aposta estava na vitória do Fernando Alonso; pode ter sido sorte, mas acertei na aposta e confirmou realmente que campeão é campeão, com ele não se brinca. A experiência conta, e conta muito ainda em uma competição de automobilismo. Não estou torcendo de forma alguma pelo espanhol, que fique claro. Para o campeonato e para os brasileiros, principalmente, a vitória do Felipe Massa seria mais importante.
Mas o GP da Europa foi uma etapa a parte, o que de fato caracterizou a classificação final foi o clima. A corrida na chuva foi uma, e no seco foi outra. E concordo com o Reginaldo Leme, o Galvão Bueno e o Luciano Burti. A direção de prova deveria sim esperar a chuva já declarada na largada, para aí sim determinar qual o momento certo para iniciar a corrida. Muitos pilotos foram prejudicados, estratégias e acertos das equipes não serviram para nada, e isso pode ter prejudicado também o Felipe Massa, já que era visível no final de prova, que a Ferrari dele estava longe de um acerto decente para chuva. Nesse contexto, fica aqui o ponto de vista positivo do desempenho do Massa na prova, ele mostrou que realmente ainda quer o título, e vem deixando isso claro desde o GP da Inglaterra. Infelizmente, o clima não ajudou hoje, mas com o campeonato na atual situação, pode ainda ajudar o brasileiro a lutar por bons resultados. Outro detalhe que gostaria de comentar, talvez não seja nem válido diante do acerto da Ferrari do brasileiro, mas até agora na F-1, principalmente, ainda não vi o Felipe fazer uma boa prova em circunstâncias de pista molhada, quem acompanha a categoria, deve lembrar da prova do ano passado na Hungria, que Button venceu, o brasileiro teve um desempenho a baixo do que se esperava para um piloto de ponta. Pode ser uma crítica infeliz, mas tomo como referência os pilotos brasileiros que sempre andaram bem na chuva, como o próprio Rubens Barrichello, que levou a sua Honda a décima primeira posição na prova de hoje.
Nada justifica o comportamento do Alonso no final da prova. Como bicampeão do mundo, o que ele fez de forma irônica esnobando o toque que levou na ultrapassagem sobre o Felipe, não reflete em forma alguma o talento que ele tem. Ele deveria se sentir envergonhado na frente do Schumacher, que estava no pódio hoje entregando os prêmios. O espanhol deveria lembrar do passado recente da F-1 de jovens pilotos campeões que passaram do limite em alguns momentos, como o próprio Schumacher na briga com Villeneuve em 1997 ou das famosas brigas por título de Prost e Senna em Suzuka. Isso não é bom para o Alonso e nem para categoria, porque praticamente é um convite do espanhol provocando não apenas o Felipe, mas outros pilotos que vão ver, com certeza, a repercussão do caso. O brasileiro não jogou o carro para cima da McLaren, a ultrapassagem foi normal; o que aconteceu foi uma espalhada da Ferrari que atingiu o carro de Alonso, o que é normal em condição de pista molhada e pode acontecer também em pista seca, quando se pega qualquer sujeira fora do traçado. O Alonso não precisa disso, e o pior é que a repercussão deve ser tanta, que esta confusão pode atiçar provocações com referência ao caso de espionagem. Que os ânimos se esfriem nos próximos 15 dias até o GP na Hungria.
Para o campeonato, as emoções renascem com o Hamilton não marcando pontos nessa etapa. Alonso agora está há 2 pontos do inglês, e Felipe encosta também totalizando agora 59 pontos (Hamilton tem 70). E foi confirmada agora depois da prova que o problema com o finlandês Kimi Raikkonen foi realmente na parte eletrônica do carro, que deixou de funcionar; o abandono dele, felizmente ajuda muito o Felipe, que agora abre 7 pontos de vantagem para o seu companheiro de equipe.
Mas o GP da Europa foi uma etapa a parte, o que de fato caracterizou a classificação final foi o clima. A corrida na chuva foi uma, e no seco foi outra. E concordo com o Reginaldo Leme, o Galvão Bueno e o Luciano Burti. A direção de prova deveria sim esperar a chuva já declarada na largada, para aí sim determinar qual o momento certo para iniciar a corrida. Muitos pilotos foram prejudicados, estratégias e acertos das equipes não serviram para nada, e isso pode ter prejudicado também o Felipe Massa, já que era visível no final de prova, que a Ferrari dele estava longe de um acerto decente para chuva. Nesse contexto, fica aqui o ponto de vista positivo do desempenho do Massa na prova, ele mostrou que realmente ainda quer o título, e vem deixando isso claro desde o GP da Inglaterra. Infelizmente, o clima não ajudou hoje, mas com o campeonato na atual situação, pode ainda ajudar o brasileiro a lutar por bons resultados. Outro detalhe que gostaria de comentar, talvez não seja nem válido diante do acerto da Ferrari do brasileiro, mas até agora na F-1, principalmente, ainda não vi o Felipe fazer uma boa prova em circunstâncias de pista molhada, quem acompanha a categoria, deve lembrar da prova do ano passado na Hungria, que Button venceu, o brasileiro teve um desempenho a baixo do que se esperava para um piloto de ponta. Pode ser uma crítica infeliz, mas tomo como referência os pilotos brasileiros que sempre andaram bem na chuva, como o próprio Rubens Barrichello, que levou a sua Honda a décima primeira posição na prova de hoje.
Nada justifica o comportamento do Alonso no final da prova. Como bicampeão do mundo, o que ele fez de forma irônica esnobando o toque que levou na ultrapassagem sobre o Felipe, não reflete em forma alguma o talento que ele tem. Ele deveria se sentir envergonhado na frente do Schumacher, que estava no pódio hoje entregando os prêmios. O espanhol deveria lembrar do passado recente da F-1 de jovens pilotos campeões que passaram do limite em alguns momentos, como o próprio Schumacher na briga com Villeneuve em 1997 ou das famosas brigas por título de Prost e Senna em Suzuka. Isso não é bom para o Alonso e nem para categoria, porque praticamente é um convite do espanhol provocando não apenas o Felipe, mas outros pilotos que vão ver, com certeza, a repercussão do caso. O brasileiro não jogou o carro para cima da McLaren, a ultrapassagem foi normal; o que aconteceu foi uma espalhada da Ferrari que atingiu o carro de Alonso, o que é normal em condição de pista molhada e pode acontecer também em pista seca, quando se pega qualquer sujeira fora do traçado. O Alonso não precisa disso, e o pior é que a repercussão deve ser tanta, que esta confusão pode atiçar provocações com referência ao caso de espionagem. Que os ânimos se esfriem nos próximos 15 dias até o GP na Hungria.
Para o campeonato, as emoções renascem com o Hamilton não marcando pontos nessa etapa. Alonso agora está há 2 pontos do inglês, e Felipe encosta também totalizando agora 59 pontos (Hamilton tem 70). E foi confirmada agora depois da prova que o problema com o finlandês Kimi Raikkonen foi realmente na parte eletrônica do carro, que deixou de funcionar; o abandono dele, felizmente ajuda muito o Felipe, que agora abre 7 pontos de vantagem para o seu companheiro de equipe.
sábado, 21 de julho de 2007
Comentários do treino da F-1

Kimi Raikkönen realmente renasceu no campeonato. Com a pole de hoje, o finlandês mostra que quer sim o título desse ano e quer aproveitar a boa fase, já que ele vem de duas vitórias seguidas, em Magny-Cours e Silverstone.
Mas o que de fato chamou a atenção no treino oficial de hoje foi a forte batida do líder da temporada, o inglês Lewis Hamilton. De forma ainda questionável, o pneu dianteiro direito da McLaren de Hamilton furou em uma curva que o piloto atinge aproximadamente 260 Km/h em quinta marcha. Uma batida nessa velocidade, principalmente de frente, quando o carro sofre desaceleração total, representa um perigo enorme para o piloto. Diferentemente do acidente de Kubica no Canadá, que além de bater, continuou capotando e se arrastando até parar, o acidente de Hamilton para quem acompanha competições de automobilismo há algum tempo, sabe que bater frontalmente em alta velocidade é o mais grave dos acidentes, visto que a pressão que o carro exerce sobre o piloto nesses impactos é enorme. Até o momento ainda não está confirmada a presença do inglês na corrida de amanhã, mas segundo as últimas informações, ele está consciente e não sofreu nenhuma fratura. Agora o detalhe é que atualmente a F-1 é muito preocupada com a segurança nas pistas, e provavelmente, mesmo que Hamilton queira e a McLaren faça pressão para que ele corra, acredito que os médicos da categoria não autorizem o piloto a participar da prova de amanhã. Caso ele corra, preparem-se que vai ser um show de pilotagem.
Quanto à causa do acidente de Hamilton, a McLaren informou que o problema teria ocorrido na pistola de pressão na troca de pneus durante a sessão final dos treinos. Sinceramente, é fácil colocar a culpa em quem não pode falar, mas é muito estranho quando esse tipo de acidente acontece; fiquei na dúvida se o problema realmente foi na roda ou na suspensão. Outro detalhe também, pouco comentado por alguns analistas, é que o Hamilton é um piloto agressivo, que tenta buscar o seu melhor rendimento, e durante o treino, era visível que os pilotos sofriam atacando as zebras de Nürburgring. Dessa forma, era bom ver também o quanto o Hamilton atacou essas zebras e se isso prejudicou de alguma forma a suspensão do carro da McLaren.
Para prova amanhã a minha aposta é no Alonso. O espanhol larga em segundo, é um piloto, estrategicamente falando, experiente e dependendo do rendimento do carro da McLaren ele pode vencer sim essa prova. Para Ferrari, ela tem que fazer o papel dela. Kimi larga na pole, então é manter ele lá na primeira colocação até o final; tem que fazer tudo certo como fez na França e na Inglaterra. Já Felipe Massa, se ela ainda quer brigar pelo título, que entre no espírito de Silverstone, quando largou dos boxes e fez uma bela prova de recuperação.
Mas o que de fato chamou a atenção no treino oficial de hoje foi a forte batida do líder da temporada, o inglês Lewis Hamilton. De forma ainda questionável, o pneu dianteiro direito da McLaren de Hamilton furou em uma curva que o piloto atinge aproximadamente 260 Km/h em quinta marcha. Uma batida nessa velocidade, principalmente de frente, quando o carro sofre desaceleração total, representa um perigo enorme para o piloto. Diferentemente do acidente de Kubica no Canadá, que além de bater, continuou capotando e se arrastando até parar, o acidente de Hamilton para quem acompanha competições de automobilismo há algum tempo, sabe que bater frontalmente em alta velocidade é o mais grave dos acidentes, visto que a pressão que o carro exerce sobre o piloto nesses impactos é enorme. Até o momento ainda não está confirmada a presença do inglês na corrida de amanhã, mas segundo as últimas informações, ele está consciente e não sofreu nenhuma fratura. Agora o detalhe é que atualmente a F-1 é muito preocupada com a segurança nas pistas, e provavelmente, mesmo que Hamilton queira e a McLaren faça pressão para que ele corra, acredito que os médicos da categoria não autorizem o piloto a participar da prova de amanhã. Caso ele corra, preparem-se que vai ser um show de pilotagem.
Quanto à causa do acidente de Hamilton, a McLaren informou que o problema teria ocorrido na pistola de pressão na troca de pneus durante a sessão final dos treinos. Sinceramente, é fácil colocar a culpa em quem não pode falar, mas é muito estranho quando esse tipo de acidente acontece; fiquei na dúvida se o problema realmente foi na roda ou na suspensão. Outro detalhe também, pouco comentado por alguns analistas, é que o Hamilton é um piloto agressivo, que tenta buscar o seu melhor rendimento, e durante o treino, era visível que os pilotos sofriam atacando as zebras de Nürburgring. Dessa forma, era bom ver também o quanto o Hamilton atacou essas zebras e se isso prejudicou de alguma forma a suspensão do carro da McLaren.
Para prova amanhã a minha aposta é no Alonso. O espanhol larga em segundo, é um piloto, estrategicamente falando, experiente e dependendo do rendimento do carro da McLaren ele pode vencer sim essa prova. Para Ferrari, ela tem que fazer o papel dela. Kimi larga na pole, então é manter ele lá na primeira colocação até o final; tem que fazer tudo certo como fez na França e na Inglaterra. Já Felipe Massa, se ela ainda quer brigar pelo título, que entre no espírito de Silverstone, quando largou dos boxes e fez uma bela prova de recuperação.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Alonso alforriado?
Segundo os jornais espanhóis, o piloto Fernando Alonso teria recebido carta branca da McLaren caso a equipe seja punida pela suposta espionagem.
A investigação iniciada no caso Coughlan e Stepney, então funcionários da McLaren e Ferrari respectivamente, pode prejudicar a equipe inglesa, que seria a única beneficiada com o favorecimento de informações da equipe de Maranello. A punição seria a mais branda de todas: a exclusão total dos pontos conquistados pela equipe durante a temporada.
Nesse sentido, os jornais espanhóis garantem que a McLaren já teria dado alforria ao piloto Fernando Alonso, ou seja, que caso a equipe venha a ser punida, o espanhol estaria livre de qualquer cláusula contratual, e assim poderia negociar com outra equipe. Agora, o que resta saber é onde o bicampeão mundial competiria, já que as principais equipes estão com bons pilotos e ainda assim contam com pilotos reservas com boas projeções no futuro, como é o caso da Renault com Nelsinho Piquet. Mas claro que se falando de Fernando Alonso, capaz até da Ferrari abrir as portas para o espanhol.
Em entrevista ao jornal Marca, Fernando Alonso, da McLaren, disse que não está preocupado com o escândalo de espionagem envolvendo a equipe, e afirmou que está concentrado somente na luta pelo título do campeonato.
"Eu acompanho o caso em casa, pelo computador. Não perguntei a ninguém do time o que está acontecendo. Não estou preocupado com isso, porque nós pilotos não temos nada a fazer ou desfazer. O que for decidido será o correto. Estou 100% dedicado à briga pelo título", disse o espanhol.
Alonso ocupa a segunda posição do mundial de pilotos da atual temporada, com 58 pontos, 12 atrás do líder, o seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton.
Fonte: Amigos da Velocidade; SuperGP; F1 na Web.
A investigação iniciada no caso Coughlan e Stepney, então funcionários da McLaren e Ferrari respectivamente, pode prejudicar a equipe inglesa, que seria a única beneficiada com o favorecimento de informações da equipe de Maranello. A punição seria a mais branda de todas: a exclusão total dos pontos conquistados pela equipe durante a temporada.
Nesse sentido, os jornais espanhóis garantem que a McLaren já teria dado alforria ao piloto Fernando Alonso, ou seja, que caso a equipe venha a ser punida, o espanhol estaria livre de qualquer cláusula contratual, e assim poderia negociar com outra equipe. Agora, o que resta saber é onde o bicampeão mundial competiria, já que as principais equipes estão com bons pilotos e ainda assim contam com pilotos reservas com boas projeções no futuro, como é o caso da Renault com Nelsinho Piquet. Mas claro que se falando de Fernando Alonso, capaz até da Ferrari abrir as portas para o espanhol.
Em entrevista ao jornal Marca, Fernando Alonso, da McLaren, disse que não está preocupado com o escândalo de espionagem envolvendo a equipe, e afirmou que está concentrado somente na luta pelo título do campeonato.
"Eu acompanho o caso em casa, pelo computador. Não perguntei a ninguém do time o que está acontecendo. Não estou preocupado com isso, porque nós pilotos não temos nada a fazer ou desfazer. O que for decidido será o correto. Estou 100% dedicado à briga pelo título", disse o espanhol.
Alonso ocupa a segunda posição do mundial de pilotos da atual temporada, com 58 pontos, 12 atrás do líder, o seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton.
Fonte: Amigos da Velocidade; SuperGP; F1 na Web.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Exclusivo: F-1 em Brasília
No blog do colunista Ilimar Franco, do Jornal O Globo, foi publicada uma notícia que interessa a todos aqui no Distrito Federal, principalmente aos amantes do automobilismo. Segundo Ilimar, o Governador José Roberto Arruda já enviou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), proposta para que Brasília venha a sediar a F-1 a partir de 2009.
A favor da proposta, estariam os ex-campeões Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet, que reside em Brasília. O Governador Arruda apresenta na proposta, que todas as reformas possíveis e necessárias para realização de um GP de F-1 seriam feitas no Autódromo Internacional Nelson Piquet, e que é interesse sim da capital do país sediar a F-1 após o término do contrato da FIA com Interlagos. Nos últimos dias, muito se falou de uma nova pista que
seria construída em Guarulhos ou no ABC paulista, mas se levar em consideração o lado financeiro, a construção de um novo Autódromo comparada com a reforma de Interlagos ou do Autódromo Nelson Piquet, com certeza São Paulo e Brasília saem na frente na disputa pela realização do GP.
A favor da proposta, estariam os ex-campeões Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet, que reside em Brasília. O Governador Arruda apresenta na proposta, que todas as reformas possíveis e necessárias para realização de um GP de F-1 seriam feitas no Autódromo Internacional Nelson Piquet, e que é interesse sim da capital do país sediar a F-1 após o término do contrato da FIA com Interlagos. Nos últimos dias, muito se falou de uma nova pista que
seria construída em Guarulhos ou no ABC paulista, mas se levar em consideração o lado financeiro, a construção de um novo Autódromo comparada com a reforma de Interlagos ou do Autódromo Nelson Piquet, com certeza São Paulo e Brasília saem na frente na disputa pela realização do GP. O Autódromo Nelson Piquet recebe ultimamente as principais categorias do automobilismo nacional, como Stock Car e F-Truck, e da América Latina com a F-3 Sul-americana, e conta com um amplo estacionamento, e arquibancadas que proporcionam ao público acompanhar as corridas de uma posição privilegiada. Além disso, Brasília tem hoje um dos mais importantes segmentos hoteleiros do país e com boa localização. Ao mesmo tempo, conta com um aeroporto com total capacidade de receber turistas em grande número. Outros pontos a se ressaltar, são o trânsito e a segurança em Brasília, que é região de controle militar por ser capital federal. Esses fatores estão na receita que podem seduzir o “chefão” da FIA, Bernie Ecclestone. Fittipaldi e Piquet já teriam, inclusive, enviado carta a Ecclestone, no objetivo de demonstrar o interesse em contar com a F-1 no DF.
Quanto à reforma do Autódromo Internacional Nelson Piquet, uma empresa credenciada pela FIA, já estaria fazendo um levantamento quanto às necessidades e condições que o autódromo precisaria para receber a F-1. Provavelmente, a ampliação da área dos boxes e arquibancadas, redução do circuito e reforma da pista estariam incluídas nestas reformas. O GDF já estaria buscando Parcerias Público-Privada (PPP) para a realização das obras, e ao mesmo tempo fazendo estudos quanto ao impacto da realização do GP na economia local, para assim ter condições suficientes de receber a F-1.
É importante comentar também, que hoje em dia a F-1 leva-se em conta muito a política local. Em Valência (Espanha), por exemplo, a confirmação de que um GP seria realizado no próximo ano só pôde de fato se concretizar com a condição de que o Governador da região fosse reeleito. Dessa forma, o GDF precisa também dessa orientação, daí o papel importante do Governador Arruda e do seu Vice Paulo Octavio, no sentido de viabilizar forças políticas que venham a contribuir na proposta de sediar um GP de F-1.
Ao povo de Brasília, e ao amante de automobilismo, fica a expectativa e que tudo se encaminhe positivamente para os lados do cerrado.
Quanto à reforma do Autódromo Internacional Nelson Piquet, uma empresa credenciada pela FIA, já estaria fazendo um levantamento quanto às necessidades e condições que o autódromo precisaria para receber a F-1. Provavelmente, a ampliação da área dos boxes e arquibancadas, redução do circuito e reforma da pista estariam incluídas nestas reformas. O GDF já estaria buscando Parcerias Público-Privada (PPP) para a realização das obras, e ao mesmo tempo fazendo estudos quanto ao impacto da realização do GP na economia local, para assim ter condições suficientes de receber a F-1.
É importante comentar também, que hoje em dia a F-1 leva-se em conta muito a política local. Em Valência (Espanha), por exemplo, a confirmação de que um GP seria realizado no próximo ano só pôde de fato se concretizar com a condição de que o Governador da região fosse reeleito. Dessa forma, o GDF precisa também dessa orientação, daí o papel importante do Governador Arruda e do seu Vice Paulo Octavio, no sentido de viabilizar forças políticas que venham a contribuir na proposta de sediar um GP de F-1.
Ao povo de Brasília, e ao amante de automobilismo, fica a expectativa e que tudo se encaminhe positivamente para os lados do cerrado.
Frio prejudica pilotos no RS

No inicio dos treinos da manhã em Farroupilha (RS), o que prejudicava os pilotos no melhor rendimento na pista não era nenhum problema técnico e nem mecânico; o clima era o inimigo número 1 na preparação para o Brasileiro de Kart. O frio intenso que castiga o mês de julho no Rio Grande do Sul obrigou a direção de prova a interromper até parte do treino da categoria Mirim. Em conversa com o Esporte Candango, o piloto de Brasília, Lucas Foresti (foto), comentou que ontem principalmente o frio somado a chuva era o que mais preocupava os pilotos na pista, dificulta até os pilotos a enxergarem o traçado. Segundo ele, os comentários no Kartódromo é que o tempo continuará sendo de chuva nos próximos dias e de baixa temperatura. O piloto da Dibo Racing completou afirmando ainda que a lama deixada pela chuva prejudicou e muito a dirigibilidade de todos que iam para pista.
Nos treinos de hoje, a melhor colocação de um brasiliense foi o segundo lugar de Felipe Guimarães na categoria Sudam. Pela manhã, o piloto candango fez o melhor tempo, mas já durante a tarde, com o tempo aberto, e a pista limpa e seca, o veterano André Nicastro ficou com a primeira colocação. Na categoria Novatos, Lucas Foresti que liderou os treinos na terça-feira na pista molhada, ficou com o quarto tempo.
Brigas famosas do automobilismo
Incentivado pela confusão na Indy no último domingo, achei alguns vídeos de famosas brigas.
Piquet x Salazar (Acho que essa é mais famosa neah?!):
Raul Boesel x Chico Serra (Isso foi na F1):
Paul Tracy x Alex Tagliane (Na Champ Car):
Piquet x Salazar (Acho que essa é mais famosa neah?!):
Raul Boesel x Chico Serra (Isso foi na F1):
Paul Tracy x Alex Tagliane (Na Champ Car):
Tony x Hornish

Como previsto, a organização da Fórmula Indy aplicou punições a todos envolvidos na confusão após a corrida deste domingo, em Watkins Glen. O tumulto envolveu os pilotos Sam Hornish Jr e Tony Kanaan que começaram uma discussão, que terminou em briga generalizada entre as suas equipes.
Anthony Fedele, inscrito pela Andretti Green, teve sua credencial suspensa por tempo indeterminado, e o mais curioso é a punição ao pai de Sam Hornish, que foi suspenso por uma corrida.
Já pensou se a moda pega? Será que algum dia o pai do Hamilton bravo com Massa, vai para cima do brasileiro tirar satisfação? Acho que na F-1 é difícil isso acontecer. Mas neste caso específico na Indy, infelizmente quem realmente causou a briga, recebeu uma leve punição. Acho que se o pai do Sam Hornish tivesse ficado quieto, a confusão teria ficado só no boca a boca, como de fato estava antes do Hornish pai partir para cima do brasileiro Tony Kanaan. Mesmo assim os pilotos e equipes saíram no lucro, não no lado monetário, pois terão que pagar multas, mas no campeonato, já que ninguém perdeu ponto pela confusão.
Truck em Goiânia
Comentários do dia nas principais notícias da F-1
Audiência cancelada no caso sobre espionagem
A audiência sobre o caso de espionagem, que iria acontecer nesta manhã de quarta-feira, na Corte de Londres, foi cancelada, após a equipe Ferrari e o projetista da McLaren, Mike Coughlan, terem feito um acordo.
O caso de espionagem na F-1 ainda tem muito que render, infelizmente o assunto pode tomar conta do paddock e prejudicar a temporada que nas pistas é o melhor dos últimos anos. Este é o momento, com as 2 semanas até o GP da Europa, dos principais dirigentes se reunirem com os chefes de equipes e alguns pilotos e decidirem pelo bem da categoria o comportamento diante das notícias, do que é revelado. Quanto menos as equipe e os pilotos tratarem do assunto, menos atenção terá a repercussão do caso. Já que tudo está nas mãos da justiça, que se resolva no lugar certo; na pista, nos treinos, quem vai sair perdendo é categoria. A F-1 precisa desse momento de conquista com o público, que cada vez mais acompanha a atual temporada e torce pelos novos ídolos.
Leilão na Spyker
Depois do anúncio do desligamento do piloto Christijan Albers, a equipe Spyker da Fórmula 1 segue em busca de um piloto para o GP da Alemanha, que acontece de 22 de julho, em Nürburgring, e será válido pela décima etapa da mundial. Como a decisão de demitir o holandês foi econômica e não técnica, a escuderia procura um piloto que traga maior visibilidade para a equipe, ou seja, um patrocinador que invista uma boa quantia de dinheiro na equipe.
É uma pena que a Spyker dependa desta “visibilidade” para poder competir. E olha que estamos falando de F-1, que é uma vitrine de qualidade. E as outras categorias? Pois é, cada vez mais as empresas se afastam do automobilismo, infelizmente são poucos investidores que acreditam no esporte, e esperam o retorno real do que é passado as categorias. Daí a importância das parcerias que são feitas nas principais categorias do automobilismo mundial.
A F-1, por exemplo, a cerca de 10 anos vem discutindo a transição de “equipes privadas” para “equipes montadoras”, daí a entrada da Renault, da BMW e da Honda. Neste sentido, o fato de uma montadora está representada na F-1, chama atenção não apenas de empresas do segmento automobilístico, como também se torna um chamariz de multinacionais e grandes empresas, que tem o seu nome ligado à montadora que também já vende a sua marca. Por isso, cada vez mais as grandes equipes de F-1, curiosamente representada por uma grande montadora, atraem as principais cotas de patrocínio. Este exemplo é válido também para Stock Car, no Brasil. Neste caso, especificamente, a parceria partiu da organização da categoria com as montadoras. Primeiramente, a categoria tinha seus carros apenas da Chevrolet, depois entraram VW, Mitsubishi e nesta temporada a categoria conta com carros da Peugeot também. Curiosamente, a divulgação da Stock Car no Brasil e a participação de novas empresas crentes no desenvolvimento da categoria, cresceram diretamente com a entrada de cada montadora.
Entre os cotados para assumir a vaga de Albers na Spyker, o austríaco Klien é quem está com o pé na frente, já que entrou na pista hoje testando pela equipe holandesa, o que não significa que é dele o maior patrocínio. O leilão está aberto, quem será que vai dar o melhor lance?
Massa acredita no título
O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, disse, nesta quarta-feira, que ainda acredita no título da atual temporada da Fórmula 1. Segundo o piloto, o carro está mais competitivo e os próximos circuitos são favoráveis ao time italiano. “Acredito que é possível reagir no campeonato, pois estamos na metade ainda. Nós temos um carro melhor agora e os próximos circuitos nos favorecem. Espero que não aconteça mais o fato do domingo passado”, disse o brasileiro.
Tudo é possível ainda nesse campeonato. O Massa pode sim ganhar o título, mas isso depende muito de que ele vença mais que os concorrentes nas 8 etapas que restam ainda na temporada. Considerando os 80 pontos ainda possíveis em 2007, mesmo que o brasileiro suba no mais alto lugar do pódio em todas as corridas até o final, ele teria que torcer para que pelo menos em 2 das corridas o inglês Lewis Hamilton não seja o segundo colocado, já que a diferença de Hamilton, o líder do campeonato, para o brasileiro é de 19 pontos, ou seja, se Massa vencer todas as corridas, e Hamilton chegar em segundo em todas, a diferença cairia para 3 pontos apenas, o suficiente para o inglês ser campeão.
Testes na Bélgica

Esta semana na F-1 é reservada para testes na famosa pista de Spa-Francorchamps, que volta ao calendário da categoria nesta temporada.
Confira os tempos do 1° dia de testes coletivos em Spa-Francorchamps:
1.Lewis Hamilton (McLaren) 1:46.613
2.Robert Kubica (BMW-Sauber) 1:47.059
3. Felipe Massa (Ferrari) 1:47.469
4. Ralf Schumacher (Toyota) 1:47.787
5. Nelsinho Piquet (Renault) 1:47.997
6. David Coulthard (Red Bull) 1:48.243
7. Nico Rosberg (Williams) 1:48.287
8. Vitantônio Liuzzi (Toro Rosso) 1:49.179
9. James Rossiter ( Super Aguri) 1:49.228
10. Christian Klien (Honda) 1:49.419
11. Giedo van der Garde (Spyker) 1:49.712
Confira os tempos desta quarta-feira em Spa-Francorchamps:
1. Felipe Massa (Ferrari) 1:46.698 (54 voltas)
2. Fernando Alonso (McLaren) 1:47.012 (68)
3. Heikki Kovalainen (Renault) 1:47.754 (44)
4. Ralf Schumacher (Toyota) 1:48.534 (29)
5. Adrian Sutil (Spyker) 1:48.873 (49)
6. David Coulthard (Red Bull) 1:48.915 (40)
7. Jenson Button (Honda) 1:49.526 (50)
8. Sebastien Bourdais (Toro Rosso) 1:49.732 (53)
9. Nico Rosberg (Williams) 1:50.295 (52)
10. Anthony Davidson (Super Aguri) 1:52.438 (54)
11. Robert Kubica (BMW-Sauber) 1:55.155 (29)
Particularmente, acho a pista Spa uma das mais charmosas do automobilismo mundial. Na F-1 em especial, Spa foi palco de grandes provas, algumas marcadas por belíssimas vitórias e outras por graves acidentes. Quanto aos resultados dos testes, não vi nenhuma surpresa, afinal de contas, esses testes são realizados justamente para que as equipes avaliem o rendimento do carro, que possam verificar situações aerodinâmicas mais eficazes ou então algum outro acerto de motor que venham a utilizar nas próximas etapas. Mesmo assim, já não é a primeira vez, e que pena que ele não tem um carro bom nas mãos, mas é significante ver o Adrian Sutil nas primeiras colocações. O alemão é uma das grandes surpresas do campeonato, e não seria surpresa se ele pular para uma equipe melhor no ano que vem, mesmo que seja como piloto de testes.
Fonte: Grande Prêmio, F1 na Web, Amigos da Velocidade.
A audiência sobre o caso de espionagem, que iria acontecer nesta manhã de quarta-feira, na Corte de Londres, foi cancelada, após a equipe Ferrari e o projetista da McLaren, Mike Coughlan, terem feito um acordo.
O caso de espionagem na F-1 ainda tem muito que render, infelizmente o assunto pode tomar conta do paddock e prejudicar a temporada que nas pistas é o melhor dos últimos anos. Este é o momento, com as 2 semanas até o GP da Europa, dos principais dirigentes se reunirem com os chefes de equipes e alguns pilotos e decidirem pelo bem da categoria o comportamento diante das notícias, do que é revelado. Quanto menos as equipe e os pilotos tratarem do assunto, menos atenção terá a repercussão do caso. Já que tudo está nas mãos da justiça, que se resolva no lugar certo; na pista, nos treinos, quem vai sair perdendo é categoria. A F-1 precisa desse momento de conquista com o público, que cada vez mais acompanha a atual temporada e torce pelos novos ídolos.
Leilão na Spyker
Depois do anúncio do desligamento do piloto Christijan Albers, a equipe Spyker da Fórmula 1 segue em busca de um piloto para o GP da Alemanha, que acontece de 22 de julho, em Nürburgring, e será válido pela décima etapa da mundial. Como a decisão de demitir o holandês foi econômica e não técnica, a escuderia procura um piloto que traga maior visibilidade para a equipe, ou seja, um patrocinador que invista uma boa quantia de dinheiro na equipe.
É uma pena que a Spyker dependa desta “visibilidade” para poder competir. E olha que estamos falando de F-1, que é uma vitrine de qualidade. E as outras categorias? Pois é, cada vez mais as empresas se afastam do automobilismo, infelizmente são poucos investidores que acreditam no esporte, e esperam o retorno real do que é passado as categorias. Daí a importância das parcerias que são feitas nas principais categorias do automobilismo mundial.
A F-1, por exemplo, a cerca de 10 anos vem discutindo a transição de “equipes privadas” para “equipes montadoras”, daí a entrada da Renault, da BMW e da Honda. Neste sentido, o fato de uma montadora está representada na F-1, chama atenção não apenas de empresas do segmento automobilístico, como também se torna um chamariz de multinacionais e grandes empresas, que tem o seu nome ligado à montadora que também já vende a sua marca. Por isso, cada vez mais as grandes equipes de F-1, curiosamente representada por uma grande montadora, atraem as principais cotas de patrocínio. Este exemplo é válido também para Stock Car, no Brasil. Neste caso, especificamente, a parceria partiu da organização da categoria com as montadoras. Primeiramente, a categoria tinha seus carros apenas da Chevrolet, depois entraram VW, Mitsubishi e nesta temporada a categoria conta com carros da Peugeot também. Curiosamente, a divulgação da Stock Car no Brasil e a participação de novas empresas crentes no desenvolvimento da categoria, cresceram diretamente com a entrada de cada montadora.
Entre os cotados para assumir a vaga de Albers na Spyker, o austríaco Klien é quem está com o pé na frente, já que entrou na pista hoje testando pela equipe holandesa, o que não significa que é dele o maior patrocínio. O leilão está aberto, quem será que vai dar o melhor lance?
Massa acredita no título
O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, disse, nesta quarta-feira, que ainda acredita no título da atual temporada da Fórmula 1. Segundo o piloto, o carro está mais competitivo e os próximos circuitos são favoráveis ao time italiano. “Acredito que é possível reagir no campeonato, pois estamos na metade ainda. Nós temos um carro melhor agora e os próximos circuitos nos favorecem. Espero que não aconteça mais o fato do domingo passado”, disse o brasileiro.
Tudo é possível ainda nesse campeonato. O Massa pode sim ganhar o título, mas isso depende muito de que ele vença mais que os concorrentes nas 8 etapas que restam ainda na temporada. Considerando os 80 pontos ainda possíveis em 2007, mesmo que o brasileiro suba no mais alto lugar do pódio em todas as corridas até o final, ele teria que torcer para que pelo menos em 2 das corridas o inglês Lewis Hamilton não seja o segundo colocado, já que a diferença de Hamilton, o líder do campeonato, para o brasileiro é de 19 pontos, ou seja, se Massa vencer todas as corridas, e Hamilton chegar em segundo em todas, a diferença cairia para 3 pontos apenas, o suficiente para o inglês ser campeão.
Testes na Bélgica

Esta semana na F-1 é reservada para testes na famosa pista de Spa-Francorchamps, que volta ao calendário da categoria nesta temporada.
Confira os tempos do 1° dia de testes coletivos em Spa-Francorchamps:
1.Lewis Hamilton (McLaren) 1:46.613
2.Robert Kubica (BMW-Sauber) 1:47.059
3. Felipe Massa (Ferrari) 1:47.469
4. Ralf Schumacher (Toyota) 1:47.787
5. Nelsinho Piquet (Renault) 1:47.997
6. David Coulthard (Red Bull) 1:48.243
7. Nico Rosberg (Williams) 1:48.287
8. Vitantônio Liuzzi (Toro Rosso) 1:49.179
9. James Rossiter ( Super Aguri) 1:49.228
10. Christian Klien (Honda) 1:49.419
11. Giedo van der Garde (Spyker) 1:49.712
Confira os tempos desta quarta-feira em Spa-Francorchamps:
1. Felipe Massa (Ferrari) 1:46.698 (54 voltas)
2. Fernando Alonso (McLaren) 1:47.012 (68)
3. Heikki Kovalainen (Renault) 1:47.754 (44)
4. Ralf Schumacher (Toyota) 1:48.534 (29)
5. Adrian Sutil (Spyker) 1:48.873 (49)
6. David Coulthard (Red Bull) 1:48.915 (40)
7. Jenson Button (Honda) 1:49.526 (50)
8. Sebastien Bourdais (Toro Rosso) 1:49.732 (53)
9. Nico Rosberg (Williams) 1:50.295 (52)
10. Anthony Davidson (Super Aguri) 1:52.438 (54)
11. Robert Kubica (BMW-Sauber) 1:55.155 (29)
Particularmente, acho a pista Spa uma das mais charmosas do automobilismo mundial. Na F-1 em especial, Spa foi palco de grandes provas, algumas marcadas por belíssimas vitórias e outras por graves acidentes. Quanto aos resultados dos testes, não vi nenhuma surpresa, afinal de contas, esses testes são realizados justamente para que as equipes avaliem o rendimento do carro, que possam verificar situações aerodinâmicas mais eficazes ou então algum outro acerto de motor que venham a utilizar nas próximas etapas. Mesmo assim, já não é a primeira vez, e que pena que ele não tem um carro bom nas mãos, mas é significante ver o Adrian Sutil nas primeiras colocações. O alemão é uma das grandes surpresas do campeonato, e não seria surpresa se ele pular para uma equipe melhor no ano que vem, mesmo que seja como piloto de testes.
Fonte: Grande Prêmio, F1 na Web, Amigos da Velocidade.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Guimarães e Foresti colocam Brasília na frente no Brasileiro de Kart

Essa semana está sendo disputada em Farroupilha (RS), a 1ª fase do Campeonato Brasileiro de Kart. Nesta terça-feira, foram disputados os primeiros treinos livres. Os principais pilotos de kart do Brasil estão na categoria Sudam. Nomes como André Nicastro, Dennis Dirani, Pedro Rodrigues, Felipe Guimarães, Vinicius Sammarone, Guilherme de Conto entre outros estão nesta categoria.
Felipe Guimarães (foto), tricampeão Pan-americano, e bicampeão brasileiro - piloto da Fórmula 3 Sul-americana pela equipe de Amir Nars, foi o mais rápido neste primeiro treino. O brasiliense foi quase meio segundo mais rápido que André Nicastro. Pedro Rodrigues, que a exemplo de Nicastro é tricampeão brasileiro, foi o 3º mais rápido e o gaúcho Rodrigo Kubiczewski foi o 4º.
O piloto de Brasília, Lucas Foresti, também foi o mais rápido no treino da categoria Novatos. Foresti marcou sua melhor volta em 49s011 e foi sete décimos mais rápido que o gaúcho Lairton Junior. A pista estava escorregadia e suja. Os pilotos que escaparam do traçado traziam barro e grama para a pista, deixando ainda mais suja. Praticamente todos os pilotos da Novatos sofreram com a pista molhada. 19 pilotos estiveram na pista. Guilherme Dalcin marcou o sétimo tempo e Frederic Cunha ficou a 17ª posição.
Entre os demais pilotos do DF, Daniel Brada marcou o sétimo tempo nos treinos da categoria Mirim. Na categoria júnior menor, Diogo Ribas cravou o décimo terceiro tempo, seguido por Ítalo Leão, na 14ª colocação e Philipe Pinheiro na décima sétima. Na categoria cadete, Gabriel Brant ficou com o 37º tempo.
Fonte: Allkart.net
Ultrapassagens... todo mundo gosta!
Para quem gosta de emoção... isso sim é competição de automobilismo.... a F-1 tinha que ser assim sempre.... não ia ser mais emocionante se os primeiros largassem nas últimas posições...
Massa em Silverstone:
Piquet x Senna:
As 10 melhores ultrapassagens na F1 (Não liguem para música!):
Massa em Silverstone:
Piquet x Senna:
As 10 melhores ultrapassagens na F1 (Não liguem para música!):
Lucas Foresti confiante em Farroupilha (RS)

O piloto brasiliense Lucas Foresti (Dibo Racing) vai encarar nesta semana o maior desafio de sua ainda curta carreira no kart. A partir desta terça-feira, dia 10, o piloto de 15 anos vai disputar seu primeiro Campeonato Brasileiro de Kart.
As disputas acontecerão no Kartódromo de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, e Lucas participará das provas na categoria Novatos. A agenda da competição é bastante extensa e conta com uma programação que está distribuída até o final de semana.
Lucas, por sua vez, diz não se preocupar com o desafio. "Vários pilotos criam um mito em torno do Campeonato Brasileiro e, por isso mesmo, ficam meio travados quando realmente é chegada a hora de decidir. Apesar de pouco tempo no kart já aprendi que o maior mistério de uma competição depende apenas da cabeça do piloto. A concentração e a doação naquele momento são a única coisa que realmente fazem um atleta ganhar. Me preparei bastante para a prova e, tenho certeza, que estaremos na disputa por um lugar no pódio", analisou o jovem de 15 anos.
Foresti terá em suas mãos os melhores equipamentos disponíveis no mercado. "A combinação dos chassis Birel com os motores Parilla, preparados pela RBC Preparações de Motores, nos dão a garantia de estarmos muito bem equipados para a prova. Apesar de inexperiente o Lucas é um garoto dedicado e já se demonstrou muito rápido em outras competições. Faremos um grande trabalho durante a semana e, estou certo, que somos um dos fortes candidatos ao título", afirmou Dibo Moisés, chefe da equipe de Lucas.
Pedro Sereno, presidente da Comissão Nacional de Kart – CNK da Confederação Brasileira de Automobilismo - CBA, é o responsável pelo evento e destaca a importância da competição. "Pilotos e equipes se preparam o ano inteiro para o Campeonato Brasileiro. É como se fosse o Carnaval para uma escola de samba. Nada pode dar errado. Este Campeonato é disputado em etapa única e, os pilotos, tem que mostrar tudo que podem em quatro baterias. (...) O Kartódromo de Farroupilha foi escolhido como sede do Campeonato desde o ano passado. A pista, que já recebeu um Campeonato Brasileiro (1996) e a Copa Brasil (2004) passou por pequenas reformas na parte de infra-estrutura e parque-fechado e receberá com tranqüilidade todos os competidores e suas equipes".
A programação da primeira fase do Brasileiro começa na terça-feira, dia 10, com duas sessões de treinos livres sendo uma pela manhã e outra à tarde. Na quarta o cronograma é repetido. Na quinta-feira, dia 12, pela manhã acontece o último treino livre e, à tarde, a tomada de tempos. Finalmente, na sexta e no sábado, acontecem as quatro baterias sendo duas delas em cada dia.
O Campeonato Brasileiro de Kart é uma realização da CBA com organização do Farroupilha Kart Clube e supervisão da Federação Gaúcha de Automobilismo e da própria CBA. O evento tem patrocínio da Honda, Petrobras, MG Pneus e Kart Mini e apoio da RBC Preparações de Motores, Mega Kart e Sobratur.
Fonte: RBC Preparações e Quick Comunicação.
As disputas acontecerão no Kartódromo de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, e Lucas participará das provas na categoria Novatos. A agenda da competição é bastante extensa e conta com uma programação que está distribuída até o final de semana.
Lucas, por sua vez, diz não se preocupar com o desafio. "Vários pilotos criam um mito em torno do Campeonato Brasileiro e, por isso mesmo, ficam meio travados quando realmente é chegada a hora de decidir. Apesar de pouco tempo no kart já aprendi que o maior mistério de uma competição depende apenas da cabeça do piloto. A concentração e a doação naquele momento são a única coisa que realmente fazem um atleta ganhar. Me preparei bastante para a prova e, tenho certeza, que estaremos na disputa por um lugar no pódio", analisou o jovem de 15 anos.
Foresti terá em suas mãos os melhores equipamentos disponíveis no mercado. "A combinação dos chassis Birel com os motores Parilla, preparados pela RBC Preparações de Motores, nos dão a garantia de estarmos muito bem equipados para a prova. Apesar de inexperiente o Lucas é um garoto dedicado e já se demonstrou muito rápido em outras competições. Faremos um grande trabalho durante a semana e, estou certo, que somos um dos fortes candidatos ao título", afirmou Dibo Moisés, chefe da equipe de Lucas.
Pedro Sereno, presidente da Comissão Nacional de Kart – CNK da Confederação Brasileira de Automobilismo - CBA, é o responsável pelo evento e destaca a importância da competição. "Pilotos e equipes se preparam o ano inteiro para o Campeonato Brasileiro. É como se fosse o Carnaval para uma escola de samba. Nada pode dar errado. Este Campeonato é disputado em etapa única e, os pilotos, tem que mostrar tudo que podem em quatro baterias. (...) O Kartódromo de Farroupilha foi escolhido como sede do Campeonato desde o ano passado. A pista, que já recebeu um Campeonato Brasileiro (1996) e a Copa Brasil (2004) passou por pequenas reformas na parte de infra-estrutura e parque-fechado e receberá com tranqüilidade todos os competidores e suas equipes".
A programação da primeira fase do Brasileiro começa na terça-feira, dia 10, com duas sessões de treinos livres sendo uma pela manhã e outra à tarde. Na quarta o cronograma é repetido. Na quinta-feira, dia 12, pela manhã acontece o último treino livre e, à tarde, a tomada de tempos. Finalmente, na sexta e no sábado, acontecem as quatro baterias sendo duas delas em cada dia.
O Campeonato Brasileiro de Kart é uma realização da CBA com organização do Farroupilha Kart Clube e supervisão da Federação Gaúcha de Automobilismo e da própria CBA. O evento tem patrocínio da Honda, Petrobras, MG Pneus e Kart Mini e apoio da RBC Preparações de Motores, Mega Kart e Sobratur.
Fonte: RBC Preparações e Quick Comunicação.
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