domingo, 8 de julho de 2007

Comentários do GP de Silverstone


Ontem (sábado), ao comentar o resultado do treino oficial, disse que torcia para que a corrida deste domingo fosse marcada por ultrapassagens ou que houvesse alguma mudança de clima para que a prova tivesse mais emoção. E teve. Mas poderia ter sido melhor com a vitória do Massa.
Depois da prova deste domingo, o campeonato fica mais equilibrado ainda. Agora, Lewis Hamilton lidera com 70 pontos, 12 de vantagem para o seu companheiro de equipe Fernando Alonso. Os pilotos da Ferrari estão com 52 e 51 pontos; infelizmente, Massa perdeu a terceira colocação depois da vitória do seu companheiro Kimi Räikkönen.
Mas falando da corrida, mais uma vez a estratégia correu a favor de Räikkönen. O finlandês largou bem, manteve-se sempre na mesma balada do Hamilton antes da primeira parada para troca de pneus e reabastecimento, e seguiu a mesma estratégia de Magny-Cours (etapa passada), que era aproveitar o máximo as 2 ou 3 voltas antes da parada nos boxes. Dessa vez, a briga não era com o Massa, mas com as McLarens, que sabiam usar de boas estratégias de corrida também. O time inglês fez o possível, tentou encurtar a primeira parada. Pelo que deu para notar, se caso a equipe não tivesse perdido tempo na parada do Hamilton (e acho que a equipe não errou, o jovem piloto que se precipitou), ele voltaria na frente; não deu certo, e Alonso se aproveitou para assumir a ponta da corrida. Isso ia durar até a segunda parada, repetindo a prova da França, Räikkönen andou absurdo antes de entrar nos boxes e voltou na ponta para vencer pela terceira vez nesta temporada.
Entre os pontos que destaco para ser comentando dessa prova na Inglaterra, coloco como principal, o bom resultado mais uma vez, do polonês Robert Kubica. O piloto da BMW conseguiu novamente chegar à frente do seu companheiro Nick Heidfeld. E repito novamente o que já disse em comentários anteriores, que Kubica, vai andar sim melhor que o alemão Heidfeld nas pistas da Europa. E falando da BMW ainda, em Silverstone, deu para ver bem o quanto o motor da equipe é forte; nas retas, o rendimento era superior às outras equipes. Outro ponto a se destacar é bom resultado do Rubens Barrichello, mais uma vez chegando na nona posição. É triste ver que a Honda tem um carro que não é competitivo, e o brasileiro vem fazendo milagres com esse carro, e demonstra que de estratégia de corrida, de perícia no volante, ele é sem dúvida, o piloto mais experiente na categoria.; experiente não no sentido de ser o mais velho ou de correr por mais tempo, mas sim pelo fato de ter conhecimento e buscar o acerto correto para as características do carro.
Não posso deixar de falar do Massa, evidentemente. Acredito que por detalhes não vimos uma vitória fantástica do piloto de Botucatu (SP). Digo isso já que ultrapassar 11 carros em 18 voltas é porque o cara não é normal; o carro podia está bom, bem acertado, mas o que conta nesses momentos mesmo é a vontade do piloto, e o Massa colocou a faca entre os dentes e partiu para cima, para vencer. E no meu ponto de vista, essa vitória não veio por conta dos principais problemas da F-1 atualmente: pneu e turbulência. Quando Massa parou pela primeira vez nos boxes, e voltou com pneu duro, a Ferrari dele perdeu muito rendimento. Claro, que a pista de Silverstone, por ser muito áspera, não contribuiu também para que o pneu macio rendesse mais, mas é um absurdo o pneu duro demorar tanto para ter um rendimento normal de corrida; e este fator atrapalhou muito o piloto brasileiro. Outro detalhe é a turbulência quando se está próximo de um carro mais rápido, principalmente nas curvas e nos momentos de retomadas. O Felipe não ultrapassou o Kubica no final da corrida por sofrer com instabilidade do carro ao se aproximar do polonês.
Tecnicamente argumentando, a pressão aerodinâmica é tão grande na F-1 hoje em dia, que um carro da categoria chega a funcionar com uma asa de avião, ou seja, quando uma molécula de ar quebra na asa de uma aeronave, e as mesmas não percorrem um caminho uniforme para saírem juntas da asa, acontece o que chamamos de turbulências, que geram instabilidades; em um F-1 é igual.
Se os pneus tivessem ajudado, e ultrapassar fosse mais fácil hoje em dia na F-1, acredito que o Massa conseguiria pelo menos um pódio.

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