
Kimi Raikkonen venceu o GP da China, mas o maior destaque da prova disputada na madrugada deste domingo, sem dúvida, foi abandono irresponsável do inglês Lewis Hamilton, que tinha tudo para sair de Xangai com o título da F-1. O bom de tudo, é que o campeonato será decidido aqui no Brasil no dia 21 deste mês.
A prova desde o início mostrou que seria emocionante. A tempestade prevista não veio, mas o tempo inconstante, com períodos curtos de chuva durante a corrida prejudicou e muito a estratégia dos pilotos. Felipe Massa, que largara em terceiro, e disputou uma bela briga com Alonso na largada, tinha tudo para fazer uma bela prova e quem sabe até ter conquistado a vitória. Infelizmente, o desgaste do pneu intermediário no seu Ferrari prejudicou o brasileiro, e mais do que isso, na primeira troca de pneus, caso Massa retornasse a pista novamente com o pneu intermediário, ele aproveitaria e muito o período de pista molhada no terço final da corrida; pena que ele voltou com os pneus para pista seca. É mais um erro da Ferrari na temporada. Mesmo assim, o brasileiro terminou a prova em terceiro. Por outro lado, lembrando os bons tempos de Ross Brawn que, aliás, não é a primeira vez que faço este comentário, mas o engenheiro do Kimi Raikkonen é um ótimo profissional. A parte do finlandês na equipe italiana tem se mostrado competente nas últimas provas e hoje mostrou também que sabe arriscar, já que Raikkonen dirigiu o final da prova no limite de combustível. Nesse sentido, um dos fatores que mais contribuíram para vitória do finlandês no GP da China foi sem dúvida a competência da equipe italiana. Apenas para atestar, acertei mais uma vez o palpite do final de semana na F-1. Ontem dizia que a vitória ficaria com a Ferrari e provavelmente com Raikkonen.
Antes de comentar sobre o Hamilton, vou argumentar o renascimento de Alonso no campeonato. O espanhol praticamente saiu da água para o vinho. Semana passada no Japão, um acidente tirou as chances do espanhol de encostar de vez no seu companheiro no campeonato. Alonso, inclusive, antes deste final de semana em Xangai, afirmou que só um milagre o colocaria novamente na briga pelo título. Ele deve ter rezado muito. Até o Brasil, o espanhol deve pagar muita promessa. Mas o segundo lugar do espanhol na prova desta madrugada mostra o que é a experiência na F-1. Durante todos os treinos, tanto na sexta quanto no sábado, o espanhol deixou público a insatisfação com seu McLaren, dando a entender até que o carro de Hamilton estaria melhor. E realmente parecia que estava. Mas é bom lembrar que o carro do espanhol não foi o mesmo das últimas provas, já que no acidente do Japão não deu para se aproveitar quase nada do equipamento. Mas considerando todo esse contexto de falta de rendimento, de desequilibro no carro, Alonso fez uma prova burocrática, como de fato um bicampeão do mundo nas circunstâncias do presente deveria fazer. Ele atacou na hora certa, aproveitou erros de outros pilotos e o abandono do Hamilton e conquistou um segundo lugar milagroso. Mais do que isso, o espanhol mostra à McLaren que mesmo diante de todas dificuldades de relacionamentos e intrigas, que ele vem para o Brasil para conquistar o tricampeonato e vai fazer de tudo para deixar transparente qualquer atitude da equipe inglesa que venha a beneficiar Lewis Hamilton. Ou seja, a McLaren terá aberta a sua central de relacionamentos não com o torcedor ou imprensa, mas com a sua conduta interna.
No início desse comentário eu afirmei que o erro do Hamilton foi irresponsável. De fato foi mesmo. Mas não questiono o talento do inglês. A minha crítica é no sentido de imaturidade, já que Lewis tinha tudo para conquistar o seu primeiro título na F-1 neste GP da China. O primeiro erro do inglês foi em não ter parado quando o rendimento do seu pneu intermediário passou a interferir negativamente na sua dirigibilidade. O segundo erro foi a briga desnecessária com Raikkonen ao se defender na primeira colocação; o finlandês naquele momento estava 17 pontos atrás de Hamilton no campeonato. O terceiro erro, o maior de todos, que culminou no seu abandono da prova, é até difícil de engolir. Entrar afobado daquele jeito nos boxes, na pista molhada, com o pneu praticamente careca, é pedir para ir para o muro ou ficar na caixa de britas, que foi o que aconteceu. Outro detalhe da barbeiragem do inglês, é que naquele momento que ele entrou nos boxes, as bandeiras amarelas eram agitadas grosseiramente, já que os fiscais tiravam a Spyker do Sutil, que sofrera um acidente naquele local, ou seja, de uma forma ou de outra, o Hamilton já teria que entrar nos boxes com uma perícia maior. Deu no que deu, e o bom de tudo, e era o que já dizia ontem nos comentários do treino oficial, é que o resultado de hoje deixa a disputa do título para última etapa, aqui no Brasil.
Outro fato a se destacar da prova na China foi o quarto lugar incontestável de Sebastian Vettel, da Toro Rosso, equipe que também marcou pontos com o sétimo lugar do italiano Liuzzi; foram os primeiros pontos da equipe dirigida pelo ex-piloto e ex-companheiro de Senna na McLaren, o austríaco Gerhard Berguer. Mas o alemão Vettel, que no treino de ontem já fizera o décimo segundo tempo, que para um Toro Rosso já é uma grande vitória, teve que largar neste domingo na décima sétima posição, por conta de uma punição por ter prejudicado o finlandês Kovalainen em sua classificação. Vettel fez uma prova espetacular. Com a estratégia de uma parada apenas nos boxes, o piloto aproveitou a primeira perna na pista para conquistar várias posições e mostra que tem um belo desempenho em pista molhada, já que no Japão, na semana passada, também nestas condições, já andara entre os primeiros colocados. Parabéns ao alemão, e é mais um destaque desta nova safra de pilotos, que deixam uma projeção de muita competitividade para os próximos anos na maior categoria do automobilismo mundial. Outro piloto que andou bem em Xangai foi o Jenson Button, que também já destacava ontem que não seria surpresa vê-lo entre os primeiros na prova desta madrugada. Ponto negativo da prova foi o baixo rendimento dos carros da Renault. O Kovalainen dirigia um carro totalmente desequilibrado. Mas a equipe francesa já afirmou há algum tempo que esta temporada é para ficar em uma página do passado bem escondida; já estão trabalhando desde Monza nos carros para 2008.
O brasileiro Rubens Barrichello completou a prova apenas na décima quinta posição. Com isso, o piloto da Honda confirma no seu currículo na F-1 a pior temporada desde a sua entrada na categoria. São 16 etapas no mesmo ano sem marcar pontos. Pior que isso é ver o seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, andar entre os primeiros colocados. Que Rubinho tenha sorte na última etapa da F-1 em 2007 e que 2008 seja um ano totalmente diferente e que a Honda possa dar ao brasileiro um carro mais competitivo.
Mesmo com o abandono, Hamilton continua na liderança do campeonato com 107 pontos, seguido por Alonso que agora soma 103 e Raikkonen, que é o maior vencedor do ano, com 5 vitórias e vem para o Brasil com 100 pontos na tabela. O brasileiro Felipe Massa soma 86. A próxima etapa será em Interlagos, em São Paulo-SP, no dia 21 de outubro. A situação do campeonato coloca 3 pilotos com chances de conquistar o título da temporada 2007. Isso não se repete desde 1986, quando Prost, Mansell e Piquet duelaram pelo título na última etapa, que foi disputada na Austrália. O Francês Alain Prost foi o campeão naquela ocasião.
A prova desde o início mostrou que seria emocionante. A tempestade prevista não veio, mas o tempo inconstante, com períodos curtos de chuva durante a corrida prejudicou e muito a estratégia dos pilotos. Felipe Massa, que largara em terceiro, e disputou uma bela briga com Alonso na largada, tinha tudo para fazer uma bela prova e quem sabe até ter conquistado a vitória. Infelizmente, o desgaste do pneu intermediário no seu Ferrari prejudicou o brasileiro, e mais do que isso, na primeira troca de pneus, caso Massa retornasse a pista novamente com o pneu intermediário, ele aproveitaria e muito o período de pista molhada no terço final da corrida; pena que ele voltou com os pneus para pista seca. É mais um erro da Ferrari na temporada. Mesmo assim, o brasileiro terminou a prova em terceiro. Por outro lado, lembrando os bons tempos de Ross Brawn que, aliás, não é a primeira vez que faço este comentário, mas o engenheiro do Kimi Raikkonen é um ótimo profissional. A parte do finlandês na equipe italiana tem se mostrado competente nas últimas provas e hoje mostrou também que sabe arriscar, já que Raikkonen dirigiu o final da prova no limite de combustível. Nesse sentido, um dos fatores que mais contribuíram para vitória do finlandês no GP da China foi sem dúvida a competência da equipe italiana. Apenas para atestar, acertei mais uma vez o palpite do final de semana na F-1. Ontem dizia que a vitória ficaria com a Ferrari e provavelmente com Raikkonen.
Antes de comentar sobre o Hamilton, vou argumentar o renascimento de Alonso no campeonato. O espanhol praticamente saiu da água para o vinho. Semana passada no Japão, um acidente tirou as chances do espanhol de encostar de vez no seu companheiro no campeonato. Alonso, inclusive, antes deste final de semana em Xangai, afirmou que só um milagre o colocaria novamente na briga pelo título. Ele deve ter rezado muito. Até o Brasil, o espanhol deve pagar muita promessa. Mas o segundo lugar do espanhol na prova desta madrugada mostra o que é a experiência na F-1. Durante todos os treinos, tanto na sexta quanto no sábado, o espanhol deixou público a insatisfação com seu McLaren, dando a entender até que o carro de Hamilton estaria melhor. E realmente parecia que estava. Mas é bom lembrar que o carro do espanhol não foi o mesmo das últimas provas, já que no acidente do Japão não deu para se aproveitar quase nada do equipamento. Mas considerando todo esse contexto de falta de rendimento, de desequilibro no carro, Alonso fez uma prova burocrática, como de fato um bicampeão do mundo nas circunstâncias do presente deveria fazer. Ele atacou na hora certa, aproveitou erros de outros pilotos e o abandono do Hamilton e conquistou um segundo lugar milagroso. Mais do que isso, o espanhol mostra à McLaren que mesmo diante de todas dificuldades de relacionamentos e intrigas, que ele vem para o Brasil para conquistar o tricampeonato e vai fazer de tudo para deixar transparente qualquer atitude da equipe inglesa que venha a beneficiar Lewis Hamilton. Ou seja, a McLaren terá aberta a sua central de relacionamentos não com o torcedor ou imprensa, mas com a sua conduta interna.
No início desse comentário eu afirmei que o erro do Hamilton foi irresponsável. De fato foi mesmo. Mas não questiono o talento do inglês. A minha crítica é no sentido de imaturidade, já que Lewis tinha tudo para conquistar o seu primeiro título na F-1 neste GP da China. O primeiro erro do inglês foi em não ter parado quando o rendimento do seu pneu intermediário passou a interferir negativamente na sua dirigibilidade. O segundo erro foi a briga desnecessária com Raikkonen ao se defender na primeira colocação; o finlandês naquele momento estava 17 pontos atrás de Hamilton no campeonato. O terceiro erro, o maior de todos, que culminou no seu abandono da prova, é até difícil de engolir. Entrar afobado daquele jeito nos boxes, na pista molhada, com o pneu praticamente careca, é pedir para ir para o muro ou ficar na caixa de britas, que foi o que aconteceu. Outro detalhe da barbeiragem do inglês, é que naquele momento que ele entrou nos boxes, as bandeiras amarelas eram agitadas grosseiramente, já que os fiscais tiravam a Spyker do Sutil, que sofrera um acidente naquele local, ou seja, de uma forma ou de outra, o Hamilton já teria que entrar nos boxes com uma perícia maior. Deu no que deu, e o bom de tudo, e era o que já dizia ontem nos comentários do treino oficial, é que o resultado de hoje deixa a disputa do título para última etapa, aqui no Brasil.
Outro fato a se destacar da prova na China foi o quarto lugar incontestável de Sebastian Vettel, da Toro Rosso, equipe que também marcou pontos com o sétimo lugar do italiano Liuzzi; foram os primeiros pontos da equipe dirigida pelo ex-piloto e ex-companheiro de Senna na McLaren, o austríaco Gerhard Berguer. Mas o alemão Vettel, que no treino de ontem já fizera o décimo segundo tempo, que para um Toro Rosso já é uma grande vitória, teve que largar neste domingo na décima sétima posição, por conta de uma punição por ter prejudicado o finlandês Kovalainen em sua classificação. Vettel fez uma prova espetacular. Com a estratégia de uma parada apenas nos boxes, o piloto aproveitou a primeira perna na pista para conquistar várias posições e mostra que tem um belo desempenho em pista molhada, já que no Japão, na semana passada, também nestas condições, já andara entre os primeiros colocados. Parabéns ao alemão, e é mais um destaque desta nova safra de pilotos, que deixam uma projeção de muita competitividade para os próximos anos na maior categoria do automobilismo mundial. Outro piloto que andou bem em Xangai foi o Jenson Button, que também já destacava ontem que não seria surpresa vê-lo entre os primeiros na prova desta madrugada. Ponto negativo da prova foi o baixo rendimento dos carros da Renault. O Kovalainen dirigia um carro totalmente desequilibrado. Mas a equipe francesa já afirmou há algum tempo que esta temporada é para ficar em uma página do passado bem escondida; já estão trabalhando desde Monza nos carros para 2008.
O brasileiro Rubens Barrichello completou a prova apenas na décima quinta posição. Com isso, o piloto da Honda confirma no seu currículo na F-1 a pior temporada desde a sua entrada na categoria. São 16 etapas no mesmo ano sem marcar pontos. Pior que isso é ver o seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, andar entre os primeiros colocados. Que Rubinho tenha sorte na última etapa da F-1 em 2007 e que 2008 seja um ano totalmente diferente e que a Honda possa dar ao brasileiro um carro mais competitivo.
Mesmo com o abandono, Hamilton continua na liderança do campeonato com 107 pontos, seguido por Alonso que agora soma 103 e Raikkonen, que é o maior vencedor do ano, com 5 vitórias e vem para o Brasil com 100 pontos na tabela. O brasileiro Felipe Massa soma 86. A próxima etapa será em Interlagos, em São Paulo-SP, no dia 21 de outubro. A situação do campeonato coloca 3 pilotos com chances de conquistar o título da temporada 2007. Isso não se repete desde 1986, quando Prost, Mansell e Piquet duelaram pelo título na última etapa, que foi disputada na Austrália. O Francês Alain Prost foi o campeão naquela ocasião.
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